Marina diz que estará no 2º turno, critica união PT-PSDB nos ataques contra ela

sábado, 4 de outubro de 2014 18:49 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, criticou neste sábado a união das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB) nos ataques contra ela, mas mostrou confiança de que estará no segundo turno contra a presidente.

Marina não quis comentar possíveis alianças na segunda rodada da disputa presidencial, mas afirmou que qualquer decisão nesse sentido teria justificativa “programática”.

"O povo brasileiro já decidiu que vai ter segundo turno... tenho certeza de que estaremos no segundo turno", disse Marina a jornalistas na zona leste de São Paulo. "Fizemos uma campanha bonita que encantou o Brasil."

"Ter o PT e o PSDB unidos na mesma artilharia contra nós, um grupo de partidos pequenos com apenas dois minutos de TV, se nós não tivéssemos um programa, teríamos sido dizimados a pó”, acrescentou a candidata, questionada se acredita que a divulgação de seu programa de governo teria lhe custado votos.

“Para nós, não vale ganhar de qualquer jeito, a qualquer custo, a qualquer preço. Vamos ganhar ganhando”, emendou.

Depois que deu um salto nas pesquisas de intenção de voto, logo depois de entrar na corrida presidencial com a morte de Eduardo Campos, de seu partido, Marina passou a ser alvo de ataques das campanhas petista e tucana.

Enquanto a propaganda de Dilma mostrava supostos efeitos negativos de propostas da candidata do PSB, como a independência legal do Banco Central, a propaganda de Aécio apontava para a falta de experiência de Marina, seus longos anos no PT e as contradições das posições atuais e anteriores dela.

Marina, que chegou a ter 20 pontos percentuais de vantagem sobre Aécio nas pesquisas, trava uma disputa muito acirrada na reta final para ver qual dos dois será o adversário de Dilma no segundo turno.   Continuação...