Dilma ataca PSDB e dá tom de campanha petista contra Aécio no 2o turno

segunda-feira, 6 de outubro de 2014 01:09 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) deu o tom de como será sua campanha contra o tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial, ao afirmar que os brasileiros "não querem voltar aos fantasmas do passado", em um discurso repleto de ataques ao governo do PSDB de 1995 a 2002.

"(Temos) ideias novas para a economia, controlando ainda mais a inflação, mas sem produzir os chamados ajustes e as medidas impopulares, o arrocho salarial e o desemprego que nós tivemos nos governos do PSDB", disse a presidente.

Dilma, que tenta a reeleição, discursou por mais de 20 minutos após o resultado da votação de domingo colocar ela e Aécio no segundo turno.

A petista reafirmou ter entendido o desejo de mudança expresso nas manifestações populares do ano passado e disse que, se reeleita, vai fazer "um segundo governo muito melhor do que o primeiro".

Boa parte do tempo de seu pronunciamento, contudo, foi usada para centrar fogo nos tucanos.

"O povo brasileiro acaba de dizer, e temos certeza que vai dizer outra vez no dia 26 de outubro, que não quer os fantasmas do passado de volta, como a inflação, o arrocho e o desemprego... Teremos novamente uma disputa com o PSDB, que governou apenas para um terço da população, abandonando os que mais precisam", atacou Dilma.

"O povo brasileiro não quer de volta aqueles que trouxeram o racionamento de energia", prosseguiu a petista. "O povo brasileiro não quer... uma inserção internacional subordinada, que se ajoelhava diante do FMI", disparou.

Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi o pior desempenho do PT para um primeiro turno desde a eleição de 1998 e o resultado mostrou uma liderança mais apertada do que esperavam os petistas. Aécio ficou com quase 33,6 por cento dos votos válidos.   Continuação...

 
Presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). REUTERS/Ueslei Marcelino