Votação em Aécio no 1º turno faz bolsa subir e dólar cair, mas volatilidade persistirá

segunda-feira, 6 de outubro de 2014 13:38 BRT
 

Por Bruno Federowski e Flavia Bohone

SÃO PAULO (Reuters) - Os mercados financeiros no Brasil reagiam com otimismo nesta segunda-feira ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, após a votação do candidato da oposição Aécio Neves (PSDB) superar expectativas e deixar mais acirrada a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.

No entanto, apesar do bom humor, analistas ainda esperam que a volatilidade na bolsa de valores e no câmbio permaneça elevada até a definição das eleições, no próximo dia 26.

Após o resultado do primeiro turno, a expectativa entre analistas é que Dilma e Aécio têm chances parecidas de vencer, e o noticiário político, incluindo as pesquisas de intenção de voto, continuarão a ditar o rumo dos negócios com ativos brasileiros.

O Ibovespa subiu 8 por cento logo após o começo do pregão desta segunda. Embora tenha desacelerado os ganhos, ainda avançava 4,8 por cento às 13h28, com destaque para ações sensíveis ao resultado da eleição, como as de estatais e do setor financeiro. Os papéis papéis preferenciais da Petrobras tinham valorização de 11,6 por cento, tendo atingido alta superior a 17 por cento na máxima.

O dólar recuava 1,87 por cento, a 2,4157 reais na venda, após cair 3,4 por cento logo após a abertura dos negócios, sendo negociado a 2,3782 reais na mínima do dia.

Profissionais do mercado financeiro têm mostrado descontentamento com a política econômica do atual governo e o que consideram intervencionismo do atual governo em empresas estatais.

Aécio tem a preferência dos mercados, pois o PSDB tem historicamente uma posição mais ortodoxa nas questões econômicas. Além disso, o candidato tucano já anunciou que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga será seu ministro da Fazendo caso seja eleito.

"A oposição mostra mais clareza para a condução da economia, tendo já escolhido até o ministro da Fazenda. É possível que, agora, o governo atual tenha que dar mais indicação do que deve fazer nesta área", disse o economista-chefe do Banco J. Safra, Carlos Kawall, que foi secretário do Tesouro Nacional no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).   Continuação...

 
Operador em frente a terminais financeiros. REUTERS/Luke MacGregor