Dilma espera que votos de Marina sejam divididos entre ela e Aécio

segunda-feira, 6 de outubro de 2014 19:00 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta segunda-feira acreditar que os mais de 22 milhões de votos da terceira colocada na votação de domingo, a candidata Marina Silva (PSB), serão divididos entre ela e seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, o tucano Aécio Neves.

Dilma, que como Aécio recebeu nesta segunda um telefonema de Marina para ser parabenizada pelo resultado da votação da véspera, disse que seria "uma temeridade" falar neste momento sobre como serão os apoios no segundo turno.

Mas a presidente frisou que os apoios não se definem apenas com base na visão de "uma só pessoa", após Marina ter indicado no fim do domingo que poderia estar ao lado do candidato do PSDB no segundo turno.

Em uma nova rodada de ataques ao PSDB, Dilma declarou que as políticas sociais precisam ser compatíveis com uma população de 200 milhões de pessoas, e não "restritivas".

Ela destacou ainda a jornalistas que o governo petista tem apostado na formação e no desenvolvimento de jovens, tendo sido responsável por mais de 70 por cento das escolas técnicas construídas do país.

"Vamos ter mais uma vez no Brasil dois projetos se confrontando", disse ela, acrescentando que não serão comparados apenas programas de governo, mas "governos concretos" que comandaram o país, o PSDB entre 1995 e 2002 e o PT desde 2002.

"Quando digo que voltam os fantasmas do passado estou me referindo ao que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso", disse Dilma, repetindo que as taxas de juros no governo do PSDB foram as mais altas desde a implantação do Plano Real.

Na votação de domingo, Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos, ou quase 43,3 milhões, enquanto Aécio ficou com 33,6 por cento, o equivalente a 34,9 milhões. Marina teve 21,3 por cento (22,2 milhões de votos).

(Por Jeferson Ribeiro)

 
Presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, vota em Port Alegre. 5/10/2014.  REUTERS/Edison Vara