EUA usam helicópteros pela primeira vez para atingir rebeldes do Estado Islâmico

segunda-feira, 6 de outubro de 2014 20:35 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - Os militares dos Estados Unidos estão usando helicópteros Apache contra os rebeldes do Estado Islâmicos no Iraque pela primeira vez, o que expõe os soldados a um risco maior de fogo partindo do solo enquanto ajudam as forças iraquianas a combater o grupo islâmico, que ocupou grandes porções do país.

As tropas norte-americanas empregaram os helicópteros contra os militantes sunitas no domingo e novamente nesta segunda-feira enquanto atacavam equipes com morteiros e outras unidades perto de Fallujah, informou um porta-voz do Comando Central, responsável pelas forças dos EUA no Oriente Médio.

“Esta foi a primeira vez que aeronaves deste tipo foram usadas em coordenação e em apoio às operações da Força de Segurança Iraquiana”, declarou o major do Exército Curtis Kellogg por e-mail. “O governo iraquiano pediu apoio com este recurso perto de Fallujah para repeli-los (o Estado Islâmico)”.

Autoridades dos EUA, falando sob condição de anonimato, disseram que as aeronaves usadas foram helicópteros de ataque do modelo Apache.

Christopher Harmer, ex-aviador da Marinha e atualmente analista do centro de estudos Instituto para o Estudo da Guerra, afirmou se tratar de uma escalada significativa no tocante ao nível de risco assumido pelos soldados norte-americanos que auxiliam os militares do Iraque.

“Aeronaves de asa fixa voando a nove mil metros estão completamente imunes ao tipo de armamento que os combatentes do Estado Islâmico têm, mas um helicóptero não está”, declarou Harmer.

“Quando você está pilotando um helicóptero 50 metros acima do solo, ele pode ser abatido por uma granada lançada por foguete ou uma metralhadora de calibre grosso… então sim, é muito mais perigoso”, acrescentou.

O coronel do Exército Steve Warren, porta-voz do Pentágono, disse que a decisão de usar helicópteros foi tomada por causa da natureza dos alvos, mas não ofereceu detalhes sobre quem tomou a decisão.

(Por David Alexander e Phil Stewart)