Campanha de Dilma vai explorar "mapa vermelho" do Nordeste

terça-feira, 7 de outubro de 2014 17:54 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff vai explorar o "mapa vermelho" do Nordeste para ampliar a vantagem obtida no primeiro turno com foco no eleitorado da região onde o adversário, Aécio Neves (PSDB), tem pouca expressão.

Dilma dará início às atividades de campanha na região e nos próximos dias viajará para Piauí, Bahia, Paraíba, Sergipe e Alagoas.

Na votação de domingo, a petista teve 41,6 por cento dos votos válidos, ou quase 43,3 milhões, enquanto Aécio ficou com 33,6 por cento, o equivalente a 34,9 milhões. No Nordeste, a presidente venceu por ampla margem de votos em todos os Estados à exceção de Pernambuco, que teve a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, em primeiro lugar.

"Nós queremos ampliar nossa vitória explorando o mapa vermelho", disse nesta terça-feira à Reuters um membro do governo, sob condição de anonimato.

A aposta no Nordeste ainda se justifica porque a região é amplamente beneficiada pelos programas sociais do governo, mantém ritmo de crescimento econômico acima da média nacional, além de o candidato do PSDB não ter obtido uma boa votação, já que o eleitorado é majoritariamente petista.

Nessa investida, a campanha acredita que é possível obter pelo menos mais 3 milhões de votos para Dilma, apesar de ela precisar de ao menos 9 milhões de votos a mais do que no primeiro turno para garantir a vitória. Essa fonte do governo não detalhou onde e como a petista buscaria o restante que precisa para vencer.

Uma outra fonte da coordenação da campanha de Dilma confirmou que o Nordeste é prioridade na estratégia, mas haverá forte mobilização da campanha no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e também em São Paulo, os maiores colégios eleitorais do país, e onde há votos de Marina a serem disputados com Aécio.

São Paulo é considerado um território inóspito para Dilma, mas na avaliação desse membro da coordenação há como crescer e herdar parte dos votos da candidata do PSB, de eleitores que anularam o voto e também entre os que votaram em candidatos dos partidos nanicos.   Continuação...

 
Presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) durante pronunciamento em Brasí­lia. 05/10/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino