Dilma tem difícil tarefa de bater adversário em debates para frear onda pró-Aécio

terça-feira, 14 de outubro de 2014 17:10 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, tem a difícil tarefa de bater seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, Aécio Neves (PSDB), nos debates de TV dos próximos dias para interromper a onda favorável ao tucano que ganhou força depois do dia 5.

Para Dilma, o bom desempenho nos confrontos diretos com o tucano é mais valioso do que para Aécio, na avaliação de analistas ouvidos pela Reuters. Na campanha petista, essa é uma das apostas para reacender o ânimo da militância e dar mais confiança à própria candidata. O primeiro debate é nesta terça-feira, na Band TV, e o segundo no SBT, na quinta-feira.

"Agora é mais militância na rua e um bom desempenho da presidente nos debates, que é o que estamos prevendo", afirmou o presidente do PT e coordenador da campanha, Rui Falcão, na segunda-feira.

Na disputa de três semanas de campanha no segundo turno, Dilma começou patinando, e Aécio teve uma primeira semana acima de suas próprias expectativas, acumulando apoios de vários partidos, de Marina Silva e da família de Eduardo Campos, candidato do PSB que morreu tragicamente em um acidente aéreo durante a campanha eleitoral. [nL2N0S42TR]

Esses apoios deram força ao discurso do candidato do PSDB, que tem se apresentado como representante do desejo de mudança dos brasileiros e, agora, conseguiu reunir quase todos os outros projetos de oposição do primeiro turno.

Para o cientista político David Fleisher, da Universidade de Brasília, Dilma precisa sair vencedora desses debates, mas o escândalo da Petrobras dificulta isso.

"É crucial para ela (vencer os debates) para tentar a retomada, mas o problema é que eles (do PT) estão desesperados com o escândalo da Petrobras", argumentou.

Desde a semana passada, a campanha petista enfrenta mais denúncias a serem respondidas. Após vazamento de alguns trechos, a Justiça Federal divulgou áudios do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa detalhando um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo a estatal que teria abastecido os cofres do PT, PP e PMDB. [nL2N0S42DC]   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, e o candidato Aécio Neves (PSDB) durante debate na TV, no Rio de Janeiro. 2/10/2014  REUTERS/Ricardo Moraes