Em debate, Dilma mira governo de Aécio em MG e tucano diz que presidente fracassou

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 07:56 BRT
 

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - No primeiro debate entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) após o primeiro turno da eleição presidencial, a presidente centrou sua artilharia nos dois mandatos do rival no governo de Minas Gerais, enquanto o tucano repetiu que a presidente fracassou no comando do país.

Irônico, Aécio disse em mais de um momento que as propostas apresentadas pela presidente para um eventual segundo mandato davam a impressão de que havia "dois candidatos de oposição" na disputa.

O tucano aproveitou para repetir diversas vezes que não acabará, se eleito, com os programas sociais do governo nem irá privatizar os bancos públicos, dois temas que são alvo constante da campanha petista.

A presidente, por seu lado, citou vários indicadores desfavoráveis de Minas Gerais, Estado governado por Aécio entre 2003 e 2010, todos eles refutados pelo tucano, com os dois se acusando em vários momentos de estarem faltando com a verdade.

O candidato do PSDB mostrou irritação e chamou a adversária de "leviana", quando Dilma citou a construção de um aeroporto no município de Claudio, que, nas palavras da presidente, teria beneficiado um parente do tucano.

"A senhora está sendo leviana, o Ministério Público Federal atestou a regularidade desta obra", disse o tucano, ao que a presidente replicou dizendo que ainda restava a investigação sobre improbidade administrativa.

"Não pode, candidata, fazer uma campanha com tantas inverdades. É mentira atrás de mentira, a sua propaganda é só mentira", acusou o tucano após Dilma afirmar que ele empregou parentes no governo de Minas.

Mas Dilma não se restringiu a atacar a gestão de Aécio à frente do governo mineiro. Ela também mirou no ex-presidente do Banco Central e indicado por Aécio para ministro da Fazenda caso vença, Armínio Fraga.   Continuação...

 
Candidato à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) durante primeiro debate no segundo turno das eleições 2014, em São Paulo. 14/10/2014. REUTERS/Paulo Whitaker