Bancos e etanol injetam dinheiro na reta final da campanha de Aécio

quinta-feira, 16 de outubro de 2014 17:21 BRT
 

Por Brad Haynes

SÃO PAULO (Reuters) - Uma injeção de recursos já na reta final da campanha presidencial está ajudando o candidato Aécio Neves (PSDB) a levar a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) até o último instante, e erodindo a vantagem financeira da atual mandatária.

Muitos dos bancos, das empreiteiras e empresas de etanol que lideraram as contribuições a Aécio dobraram a aposta no senador mineiro no mês passado, quando sua disparada nas pesquisas pouco antes do primeiro turno o transformou de carta quase fora do baralho a adversário real.

A arrecadação total de Aécio quase duplicou em setembro, chegando a cerca de 140 milhões de reais, de acordo com o tesoureiro de campanha, José Gregori.

"Vimos as contribuições de muitos dos mesmos doadores acelerando", disse Gregori em entrevista por telefone. "Instituições financeiras, prestadores de serviço e empreiteiras… não esperaram até o segundo turno para doar."

Os novos recursos ajudaram a bancar uma intensificação na campanha de Aécio, aumentando a exposição do ex-governador de Minas Gerais e o colocando em um empate técnico com Dilma a pouco mais de uma semana do segundo turno.

Aécio já conquistou muitos investidores e líderes empresariais prometendo restaurar a disciplina fiscal, conter a inflação e reanimar estatais para tirar a economia brasileira da recessão.

Ainda assim, será difícil superar o superávit de financiamento acumulado por Dilma nos primeiros meses da campanha, impulsionado pela vantagem natural do exercício do cargo e de ter liderado as pesquisas iniciais.

As políticas de insenções fiscais e os empréstimos baratos a setores econômicos selecionados também formaram uma base de apoio leal para a presidente em algumas indústrias.   Continuação...