Datafolha mostra Dilma com 52% e Aécio com 48% dos votos válidos

segunda-feira, 20 de outubro de 2014 22:23 BRST
 

Por Alexandre Caverni

(Reuters) - A menos de uma semana da votação em segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) aparece pela primeira vez em vantagem numérica contra Aécio Neves (PSDB) nesta fase da eleição presidencial em levantamento do instituto Datafolha.

Dilma passou a 52 por cento dos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), ante 49 por cento em levantamento anterior, enquanto Aécio foi a 48 por cento (ante 51 por cento), de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

Esta é a primeira vez no segundo turno que o Datafolha mostra Dilma em vantagem numérica, apesar dos candidatos continuarem em empate técnico, agora no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.

Pelo eleitorado total, a petista foi a 46 por cento das intenções de voto (ante 43 por cento na semana passada), contra 43 por cento do tucano (ante 45 por cento).

Os eleitores que planejam votar em branco ou anular seus votos somam 5 por cento (ante 6 por cento). Os indecisos seguem em 6 por cento.

Outra novidade mostrada pelo Datafolha é uma rejeição maior a Aécio do que a Dilma, mas dentro da margem de erro.

Os eleitores que disseram que não votam no tucano "de jeito nenhum" foram a 40 por cento --no dia 9 de outubro eram 34 por cento e no dia 15, 38 por cento. No caso da presidente esse percentual foi a 39 por cento --eram 43 e 42 por cento, respectivamente, nos dias 9 e 15 desde mês.

Esses números podem significar que a propaganda eleitoral do PT no rádio e na TV está sendo mais efetiva do que a campanha tucana. Isso também pode explicar a melhora da visão dos eleitores sobre o governo. A avaliação ótima/boa passou a 42 por cento (ante 40 por cento no levantamento anterior), melhor patamar desde junho de 2013.   Continuação...

 
Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) durante debate na televisão, no Rio de Janeiro, em 2 de outubro. 02/10/2014 REUTERS/Ricardo Moraes