Comandantes rebeldes se juntam a negociações de paz em Cuba

sexta-feira, 24 de outubro de 2014 18:07 BRST
 

Por Rosa Tania Valdés

HAVANA (Reuters) - O alto-escalão do comando guerrilheiro se juntou nesta sexta-feira às negociações de paz da Colômbia que ocorrem em Cuba, injetando um maior senso de urgência nas conversas que busca encerrar a mais longa guerra da América Latina.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) classificaram a presença dos seus principais comandantes como "artilharia política", e eles apareceram ante os repórteres durante a mais recente rodada de negociações com o governo do recém reeleito presidente Juan Manuel Santos.

Entre os líderes rebeldes que se juntaram às negociações estão aqueles que atendem pelos nomes de guerra Pastor Alape e Carlos Antonio Lozada, saídos diretamente do campo de batalha para a mesa de negociação. Seus nomes reais são Felix Muñoz e Luis Losada, respectivamente.

Mesmo com as negociações em andamento, a guerra tem continuado, com as Farc e as forças de governo se envolvendo em confrontos periódicos.

"Esse é o nosso comando guerrilheiro para normalização, que vai explorar caminhos em direção a um acordo com oficiais do Exército, Marinha, Força Aérea e Polícia Nacional", disse Ivan Marquez, comandante rebelde que normalmente representa as Farc nas conversas.

"Isso vai nos ajudar a alcançar o armistício que é demandado pelas vítimas e é clamado pelo país", disse Marquez, acompanhado por 18 líderes rebeldes, antes de entrar para reuniões a portas fechadas.

Os dois lados têm se reunido em Havana por quase dois anos, em busca pelo fim de um conflito que já matou mais de 200 mil pessoas desde 1964.

Os dois lados chegaram a acordo em três dos cinco pontos principais: cooperação para erradicar o tráfico de drogas; reforma agrária; e a participação legal dos rebeldes na política uma vez que um amplo acordo for fechado.   Continuação...