Lucro da MRV tem avanço modesto no 3o tri; se diz preparada para 2015

quarta-feira, 12 de novembro de 2014 21:01 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A MRV Engenharia teve avanço modesto do lucro líquido no terceiro trimestre, mas acima da projeções de analistas, e afirmou que está preparada para 2015.

O lucro líquido da construtora e incorporadora mineira foi de 135 milhões de reais entre julho e setembro, alta de 3,3 por cento ante os 131 milhões obtidos um ano antes. A média das previsões de analistas obtidas pela Reuters apontava para um lucro de 116 milhões de reais no período.

"Os lançamentos e vendas (nos próximos trimestres), a empresa vai ter um desempenho similar com os trimestres anteriores", afirmou à Reuters o copresidente da companhia, Rafael Menin. "A empresa está muito preparada para qualquer que seja o cenário de 2015".

Entre julho e setembro, a geração de caixa foi de 136 milhões de reais, recuo anual de 34,7 por cento. No acumulado de 2014, houve recuo de 14,7 por cento, a 330 milhões de reais.

"No ano passado, a carteira de unidades a serem repassadas era muito maior. Em 2014, a conta transitória cresceu bastante, isso de certa forma prejudica a geração de caixa, porque pela falta de documento o dinheiro não entra", disse o executivo, acrescentando que hoje há 473 milhões na conta transitória.

A receita operacional líquida total da MRV foi de 1,134 bilhão de reais, alta anual de 5,8 por cento. A empresa já havia divulgado que os lançamentos subiram 17,3 por cento, enquanto as vendas cresceram 5,7 por cento no período.

No trimestre, os cancelamentos de contratos (distratos) subiram 17,4 por cento ante 2013, para 311,8 milhões de reais, representando 21,3 por cento das vendas, relação que era de 19,1 por cento um ano antes.

A MRV concluiu neste ano a implementação do projeto de vendas simultâneas, que condiciona venda de imóveis à aprovação do crédito pelo banco para o cliente, o que tende a diminuir os distratos e aumentar a velocidade de repasse. Em setembro, esta modalidade já representou 56 por cento das vendas contratadas.

Segundo Menin, até o fim do primeiro trimestre de 2015, esta proporção deve chegar perto de 100 por cento, levando a uma redução dos distratos. O entendimento é que em 2016 os distratos devem ficar abaixo de um dígito.   Continuação...