Petrobras prevê para dezembro início da operação da P-61 em Papa-Terra

quarta-feira, 26 de novembro de 2014 13:15 BRST
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com atraso de um ano, uma sonda necessária para o início da operação da plataforma P-61, da Petrobras, destinada ao campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, está em fase final de montagem, o que permitirá o começo da produção de petróleo.

"A entrada em operação da P-61 está prevista para dezembro de 2014", disse a Petrobras à Reuters nesta quarta-feira, em resposta a uma solicitação.

Na locação desde o início do ano, a P-61 depende da montagem de uma sonda do tipo Tender Assist Drilling (TAD) para a conclusão do primeiro poço a ser conectado. A TAD também será responsável pela perfuração e completação de novos poços.

O primeiro óleo da P-61 era previsto para 2013. Posteriormente, foi adiado para o segundo trimestre deste ano. Questionada, a Petrobras não explicou os motivos para o atraso.

Atrasos na entrega de plataformas próprias, entre outros fatores, estão por trás do não cumprimento da meta de produção de petróleo da estatal no Brasil este ano, informou a empresa na semana passada.

A petroleira estabeleceu, ainda no início do ano, uma meta de elevar seu bombeamento em 7,5 por cento ante 2013, com margem de um ponto percentual para mais ou para menos. Agora estima aumento de 5,5 a 6 por cento na produção em 2014, após dois anos de queda na extração no Brasil.

Em setembro, ao participar de cerimônia de encerramento de um dos maiores congressos de petróleo e gás no país, a Rio Oil & Gas, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que a P-61 entraria em operação em novembro, um mês antes do previsto agora pela estatal.

A unidade vai operar em conjunto com a P-63, que já está em produção desde novembro de 2013. Juntas, as duas unidades vão produzir 140 mil barris de petróleo por dia, segundo a estatal.

Localizado a 110 quilômetros da costa, Papa-Terra é operado pela Petrobras, com parcela de 62,5 por cento, em parceria com a norte-americana Chevron, que detém os outros 37,5 por cento.

Apesar dos atrasos sucessivos de diversas unidades de produção, caso a P-61 cumpra o novo prazo, todas as cinco plataformas previstas para este ano no atual plano de negócios da companhia 2014-2018 entrarão em operação.