Navios russos entram no Canal da Mancha para exercício militar, diz agência

sexta-feira, 28 de novembro de 2014 09:21 BRST
 

MOSCOU (Reuters) - Um esquadrão de navios militares russos entrou no Canal da Mancha, nesta sexta-feira, para realização de exercícios, disse a agência de notícias estatal RIA, na mais recente demonstração de força militar da Rússia desde a deterioração dos laços com o Ocidente devido à crise na Ucrânia.

Segundo a RIA, a Frota do Norte da Rússia disse que suas embarcações, lideradas pelo navio antissubmarino Severomorsk, passaram pelo Estreito de Dover e estavam agora em águas internacionais na Baía de Seine esperando uma tempestade passar.

"Enquanto está ancorada, a tripulação está realizando uma série de exercícios sobre como lidar... com a infiltração de forças submarinas e está treinando técnicas de sobrevivência em caso de alagamento ou incêndio", disse a Frota do Norte em comunicado, de acordo com a RIA.

A Marinha russa não pôde ser contactada de imediato, e o Ministério da Defesa se negou a comentar a reportagem.

A Marinha da França confirmou a localização dos navios e disse que não era incomum haver embarcações militares russas no Canal da Mancha.

"Eles não estão realizando exercícios. Estão apenas esperando na zona onde podem estar várias vezes por ano", disse o serviço de informação da Marinha francesa.

A Rússia tem exibido cada vez mais seu poderio militar recentemente. Segundo a aliança militar Otan, houve um aumento nas incursões de combatentes e aviões de combate da Rússia. A Suécia lançou uma operação em busca de um submarino, numa ação chamada pelos suecos de "A Caçada pelos Vermelhos em Outubro".

As manobras russas acontecem meses após um aumento de tensões entre Rússia e Ocidente devido à crise na Ucrânia. O governo russo anexou neste ano a península da Crimeia e tem apoiado separatistas armados ucranianos que se opõem ao governo de Kiev.

(Reportagem de Vladimir Soldatkin; Reportagem adicional de Gregory Blachier, em Paris)

 
Navio militar russo e embarcações submarinas em foto de arquivo. 29/07/20111  REUTERS/Andrei Pronin