Cemig, Petrobras, Copel e AES Brasil são mais expostas à liquidação na CCEE

segunda-feira, 13 de julho de 2015 17:29 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - As empresas com maior exposição à liquidação financeira dos contratos de energia elétrica realizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) na semana passada foram Cemig GT, uma termelétrica da paranaense Copel e da Petrobras e uma usina da AES Brasil, apontam dados aos quais a Reuters teve acesso nesta segunda-feira.

Na sexta-feira, a CCEE divulgou que a mais recente liquidação de contratos, referente a maio, envolveu 2,53 bilhões de reais, dos quais 460 milhões de reais ficaram em aberto. A maior parte do valor não aportado envolveu débitos cobertos por liminares judiciais.

A CCEE não informou quais eram as liminares vigentes nem quais empresas foram afetadas pelo calote.

Com exceção feita às empresas protegidas judicialmente, o calote na CCEE fez com que as credoras deixassem de embolsar uma parcela de cerca de 18 por cento dos valores que esperavam receber na liquidação dos contratos vigentes em maio, já que as regras preveem o rateio da inadimplência.

De acordo com um relatório privado da CCEE, obtido pela Reuters com uma fonte do setor de comercialização de energia, a Cemig GT, subsidiária da estatal mineira Cemig, tinha cerca de 260 milhões de reais a receber em créditos.

A termelétrica de Araucária (PR), parceria entre a Copel e a Petrobras, tinha a receber um total de 221 milhões de reais, enquanto a térmica de Uruguaiana (RS), da AES Brasil, teria direito a 61 milhões de reais, aproximadamente.

A alta inadimplência afetou as empresas que estavam em posição credora no mercado de curto prazo, um universo que engloba grandes geradores, distribuidoras com sobras de energia e grupos industriais que venderam excedentes de eletricidade, diante do menor uso das capacidades em suas fábricas, segundo o relatório da CCEE.

"O interessante é que com a forte retração de carga já apareceram distribuidoras como credoras no mercado de curto prazo", destacou a fonte do setor de comercialização, que falou sob condição de anonimato.   Continuação...