Bovespa fecha na mínima em 17 meses pressionada por bancos; Banco do Brasil cai 6%

quarta-feira, 19 de agosto de 2015 18:12 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O pessimismo prevaleceu na bolsa paulista nesta quarta-feira, com o Ibovespa recuando para a mínima em 17 meses, em meio ao persistente risco de fim do mecanismo de juros sobre capital próprio e com anúncio de estímulos ao setor automotivo reavivando temores de ingerência do governo em bancos públicos.

O Ibovespa fechou em queda de 1,82 por cento, a 46.588 pontos, menor nível desde 19 de março de 2014. O giro financeiro totalizou 6,2 bilhões de reais.

No pior momento do dia, o principal índice da Bovespa chegou a cair 3,1 por cento, a 45.977 pontos, mas atenuou as perdas no meio da tarde, após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do banco central norte-americano, que reduziu expectativas de alta dos juros nos Estados Unidos em setembro.

Em dólar, o Ibovespa atingiu a mínima de 13.198 pontos na sessão, cerca de apenas 5 por cento acima da mínima registrada em novembro de 2008 (12.554 pontos), no auge da maior crise financeira mundial desde a Grande Depressão no início do século passado.

O ex-diretor do Banco Central Mario Mesquita, que comanda a área de economia do banco Brasil Plural, disse em nota a clientes que a ata do Fed foi a única boa notícia ao mercado local. "Apesar dos esforços do governo (brasileiro), os ativos estão sentindo os efeitos do crescente risco político e de política econômica."

O Credit Suisse disse que o Ibovespa segue negociado com múltiplo acima de sua média histórica, logo, não está exatamente barato. "O Ibovepa derreteu em dólar mas os resultados das empresas também...A queda dos 57 mil para 47 mil pontos ajuda, mas é preciso cair mais para comprar considerando apenas preço", conforme nota a clientes.

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