Dívida mobiliária federal sobe e encosta em R$2,8 tri em setembro

segunda-feira, 26 de outubro de 2015 11:00 BRST
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O estoque total da dívida mobiliária federal brasileira cresceu 1,80 por cento em setembro sobre agosto, a 2,735 trilhões de reais, aproximado-se do teto de 2,8 trilhões de reais para 2015 fixado no Plano Anual de Financiamento (PAF) num mês marcado por intensa volatilidade nos mercados.

De um lado, a dívida mobiliária federal interna cresceu 1,44 por cento no período, a 2,589 trilhões de reais, diante da emissão líquida de 13,43 bilhões de reais e à apropriação de juros de 23,34 bilhões de reais.

Na mesma base de comparação, a dívida externa subiu 8,62 por cento, fechando o mês a 145,89 bilhões de reais, diretamente afetada pela valorização das moedas que compõem o estoque frente ao real.

Em setembro, houve forte avanço na curva de juros e no dólar após a perda do grau de investimento do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, na sequência do envio pelo governo ao Congresso de proposta orçamentária prevendo inédito déficit primário em 2016.

Para diminuir as turbulências, o Tesouro anunciou programa de leilões simultâneos de compra e venda de Notas do Tesouro Nacional-Série F (NTN-F) entre o final de setembro e início de outubro.

"O Tesouro tomou a decisão estratégica de não pressionar o mercado. Isso significa emitir menos títulos prefixados e eventualmente um pouco mais de LFT", afirmou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, José Franco Medeiros de Morais, acrescentando que não existe a possibilidade de estourar teto da dívida, já que existe sazonalidade em relação às emissões e vencimentos.

COMPOSIÇÃO   Continuação...