27 de Outubro de 2015 / às 09:34 / em 2 anos

China denuncia presença de navio militar dos EUA perto de ilha artificial em águas disputadas

Navio contratorpedeiro com mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos USS Lassen visto no Oceano Pacífico. Foto tirada em novembro de 2009 e divulgada pela Marinha dos Estados Unidos. REUTERS/US Navy/CPO John Hageman/Handout via Reuters

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - Um navio contratorpedeiro com mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos navegou próximo a ilhas artificiais chinesas no disputado Mar do Sul da China nesta terça-feira, gerando uma firme repressão de Pequim, que disse ter alertado e seguido a embarcação norte-americana.

A presença do USS Lassen é o desafio mais significativo dos EUA até o momento aos limites territoriais de 12 milhas náuticas que a China impõe em torno das ilhas do arquipélago de Straptly, e poderia elevar as tensões em uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo.

Uma autoridade de defesa norte-americana disse que o USS Lassen navegou a 12 milhas náuticas do recife de Subi. Uma segunda autoridade da Defesa disse que a missão, que durou algumas horas, incluiu o recife de Mischief e seria a primeira em uma série de exercícios de liberdade de navegação, com objetivo de testar as reivindicações territoriais chinesas.

O Ministério das Relações Exteriores da China informou que as “autoridades relevantes” monitoraram, seguiram e alertaram a embarcação norte-americana, à medida que entrava “ilegalmente” em águas próximas a ilhas e recifes em Spratly sem a permissão do governo chinês.

“A China decididamente irá responder às provocações deliberadas de qualquer país”, informou o ministério em nota, que não deu detalhes precisos sobre onde o navio dos EUA navegou.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Lu Kang disse posteriormente, durante informe diário, que caso os Estados Unidos continuassem a “criar tensões na região”, a China poderia concluir que precisaria “aumentar e fortalecer nossas habilidades relevantes”.

“A China espera usar meios pacíficos para resolver todas as disputadas, mas caso a China precise fazer uma resposta, então o tempo, método e velocidade da resposta serão feitos de acordo com os desejos e vontades da China”, acrescentou.

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