Sem saber lidar com crise, Dilma segue com popularidade muito baixa, mostra CNT/MDA

terça-feira, 27 de outubro de 2015 12:58 BRST
 

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação do governo seguiu praticamente inalterada em outubro com baixíssima popularidade da presidente Dilma Rousseff, que pode ser explicada pelo fato de quatro em cada cinco brasileiros considerarem que a petista não está sabendo lidar com a crise que o país atravessa, mostrou pesquisa CNT/MDA nesta terça-feira.

A avaliação ótima e boa do governo foi para 8,8 por cento, enquanto 70,0 por cento avaliam como ruim ou péssimo o governo Dilma. Outros 20,4 por cento consideram o governo regular. Em julho esses números eram, respectivamente, 7,7 e 70,9 por cento. As variações estão dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos percentuais.

Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, a manutenção dos baixos índices de aprovação de Dilma deve-se à “incapacidade dela e do governo de lidar com a crise econômica e com a crise política... e, em consequência, aumento de desemprego, perda de renda, inflação".

“7 ou 8 por cento (de aprovação do governo) já é muito baixo. Na prática, o que nós entendemos é que ela está no fundo do poço, mesmo”, disse Andrade.

“Não tem como baixar mais. E podemos dizer também que ela não está reagindo, não está conseguindo reagir. E a economia não está reagindo”, acrescentou.

Apenas 15,9 por cento aprovam o desempenho pessoal da presidente, contra 80,7 por cento que desaprovam. No levantamento anterior eram 15,3 e 79,9 por cento.

O patamar de desaprovação pessoal é muito parecido com os 80,6 por cento que avaliam que a presidente não está sabendo lidar com a crise e aumenta a percepção entre os entrevistados sobre recessão, aumento do desemprego, inflação elevada e forte instabilidade política.

Para 60,9 por cento dos entrevistados, a crise mais grave é a econômica, enquanto 35,4 por cento consideram que é a política.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff durante evento em Estocolmo.   19/10/2015  REUTERS/Maja Suslin/TT News Agency