Volta de Neymar e ausência de Messi não fazem o Brasil favorito, diz Dunga

quarta-feira, 11 de novembro de 2015 11:24 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O técnico Dunga disse nesta quarta-feira que a ausência de Lionel Messi e o retorno de Neymar não dão o favoritismo ao Brasil na partida de quinta-feira contra a Argentina, em Buenos Aires, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

"A Argentina foi vice-campeã mundial, tem um trabalho de 10 anos dentro da seleção, quase os mesmo jogadores. Então isso já demonstra a dificuldade. Nós não tivemos o Neymar nos dois primeiros jogos e nem por isso se falou que o time adversário teria vantagem", disse Dunga em entrevista coletiva antes de treino da seleção em São Paulo.

Messi rompeu ligamento do joelho esquerdo em partida do Barcelona na Liga Espanhola. Além do camisa 10, a Argentina também sofre com a falta dos atacantes Sergio Aguero e Carlos Tevez e dos defensores Pablo Zabaleta e Ezequiel Garay.

A seleção brasileira terá o retorno de Neymar, após quatro jogos de suspensão por expulsão na Copa América. Para Dunga, o atacante do Barcelona "vem em crescimento constante desde que chegou ao Barcelona" e "está em um bom momento", que o coloca em um nível superior a Messi e Cristiano Ronaldo nessa temporada.

"Se fizermos um ranking por números, por estatísticas, Neymar está demonstrando que tem um aproveitamento superior. O Messi se machucou recentemente. Cristiano Ronaldo, talvez pelo ano anterior, a gente tenha uma cobrança muito grande para repetir o que fez", disse.

Apesar do retorno de Neymar, Dunga terá os desfalques do zagueiro Marquinhos e do lateral-esquerdo Marcelo, lesionados. O treinador, que convocou Gabriel Paulista e Douglas Santos para essas posições, ainda não divulgou o time titular para o duelo com a Argentina, mas afirmou já ter a equipe definida.

O Brasil enfrenta a Argentina na quinta no estádio Monumental de Núñez, do River Plate, e jogará no dia 17, em Salvador, contra o Peru. Nas duas primeiras rodadas das eliminatórias, a seleção perdeu para o Chile (2 x 0) fora de casa e depois se recuperou ao derrotar a Venezuela (3 x 1) em Fortaleza.

Em um momento de questionamentos sobre o apoio do torcedor à seleção, em meio a denúncias de corrupção na Confederação Brasileira de Futebol e na Fifa que resultaram na prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin, Dunga disse duvidar que brasileiros torçam contra a equipe.

"Logicamente, pode estar insatisfeito com uma coisa ou outra... (mas) a seleção brasileira é que nem um filho, você pode reprovar seu filho, pode dar bronca, mas jamais vai deixar de amar seu filho".

(Por Caio Saad, no Rio de Janeiro)

 
Técnico Dunga durante treino da seleção brasileira em São Paulo. 10/11/2015 REUTERS/Paulo Whitaker