Leilão de energia de reserva contrata 1,5 GW em usinas eólicas e solares

sexta-feira, 13 de novembro de 2015 16:05 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de energia de reserva promovido pelo governo federal nesta sexta-feira contratou 1.477,5 megawatts em usinas eólicas e solares, a um preço médio de 249 reais por megawatt-hora, o que representa deságio de 15,35 por cento ante o teto, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que operacionalizou a licitação.

Parques eólicos, que venderam 548,2 megawatts no leilão, e usinas solares, que comercializaram 929,3 megawatts, precisam iniciar a produção em 1º de novembro de 2018.

Os empreendimentos, 53 ao todo, demandarão cerca de 6,8 bilhões de reais em investimentos para serem viabilizados, segundo a CCEE, que informou que a energia comercializada no leilão representará um giro financeiro de 22,17 bilhões de reais ao longo dos 20 anos de contrato.

Entre os vencedores, pelo lado das usinas eólicas, aparecem a EDP Renováveis, com cinco parques na Bahia, a Rio Energy, com oito usinas na mesma região, a francesa Voltalia, com uma planta no Rio Grande do Norte, e a espanhola Gestamp, com uma usina na Bahia.

Entre os empreendimentos solares, destaca-se a norte-americana SunEdison, com quatro parques na Bahia, e a Solatio e Solairedirect, com quatro usinas em Minas Gerais. A Solairedirect ainda venceu três usinas no Rio Grande do Norte.

O certame durou mais de cinco horas, após iniciar com preços teto de 381 reais por megawatt-hora para as usinas solares e 213 reais por megawatt-hora para os parques eólicos.

O maior preço de venda registrado pelas eólicas foi de 212,39 reais por megawatt-hora, para uma usina denominada Delta 4, no Maranhão, enquanto o menor valor foi o registrado pela Gestamp, com 178 reais por megawatt-hora.

Entre as solares, o preço mais alto foi de 302,99 reais por megawatt-hora, de um parque denominado Assu, no Rio Grande do Norte, enquanto o menor foi de 290 reais por megawatt-hora, do Consórcio Guimarinia, em Minas Gerais.

(Por Luciano Costa)