Ataques em Paris deixam ao menos 40 mortos e 60 feridos, diz fonte policial

sexta-feira, 13 de novembro de 2015 21:46 BRST
 

PARIS (Reuters) - A capital da França foi abalada por vários ataques simultâneos na noite desta sexta-feira em que pelo menos 40 pessoas morreram e 60 ficaram feridas, disse uma fonte policial à Reuters, e reféns eram mantidos em uma casa de shows.

O presidente francês, François Hollande, declarou estado de emergência em todo o país e anunciou o fechamento das fronteiras francesas em uma breve declaração em rede nacional, acrescentando que uma reunião de gabinete foi convocada.

Os ataques aparentemente coordenados com armas e bombas ocorrem no momento em que o país, membro fundador da coalizão liderada pelos Estados Unidos que realiza ataques aéreos contra os combatentes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, está em alerta elevado para atentados terroristas por causa da conferência global do clima, que começa no fim deste mês na capital francesa.

Fontes de segurança ocidentais disseram suspeitar que um grupo militante islâmico está por trás da carnificina.

Pelo menos duas explosões foram ouvidas perto do Stade de France, onde acontecia um jogo de futebol entre França e Alemanha com a presença de Hollande.

A partida seguiu até o final, mas houve pânico no meio da multidão devido aos rumores sobre os ataques, e torcedores permaneceram no estádio, alguns se reuniram dentro do campo de forma espontânea.

Houve relatos de possivelmente até quatro tiroteios no centro de Paris, sendo que um deles se transformou em sequestro de reféns em um local popular de música rock, segundo testemunhas.

A rede de TV TF1 afirmou que até 35 pessoas foram mortas perto do estádio de futebol, incluindo dois supostos terroristas suicidas, no bairro de Saint Denis, ao norte de Paris.

Helicópteros da polícia sobrevoaram o estádio, e Hollande foi levado às pressas de volta ao Ministério do Interior para tratar do ocorrido. O gabinete presidencial confirmou uma reunião de emergência à meia-noite (horário local).   Continuação...

 
Equipes de emergência em local de ataque em Paris 13/11/2015   REUTERS/Philippe Wojazer