Ataques em Paris deixam ao menos 120 mortos; Hollande declara emergência

sábado, 14 de novembro de 2015 01:17 BRST
 

Por Ingrid Melander e Marine Pennetier

PARIS (Reuters) - Atiradores e homens-bomba atacaram restaurantes, uma casa de shows e um estádio em Paris na noite de sexta-feira, matando pelo menos 120 pessoas no que o abalado presidente da França, François Hollande, chamou de ataque terrorista sem precedentes.

Uma autoridade da prefeitura de Paris disse que homens armados assassinaram sistematicamente cerca de 100 pessoas que assistiam a um show de rock na casa Bataclan. Comandos antiterrorismo iniciaram uma ofensiva no local, mataram os atiradores e resgataram dezenas de sobreviventes chocados.

Cerca de outras 40 pessoas foram mortas em até cinco outros ataques na região de Paris, afirmou a autoridade municipal, incluindo um aparente duplo atentado suicida no lado de fora do estádio nacional onde Hollande e o ministro das Relações Exteriores alemão assistiam a um amistoso de futebol.

No entanto, o procurador de Paris, François Molins, disse que o número total de mortos era de pelo menos 120 pessoas. Cinco criminosos foram "neutralizados".

O ataque aparentemente coordenado ocorreu no momento em que a França, um dos países fundadores da coalizão que tem realizado ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra combatentes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, está em alerta elevado para atentados terroristas antes de uma conferência climática global no fim deste mês.

Depois de ser retirado do estádio, Hollande declarou estado de emergência nacional --o primeiro em décadas-- e anunciou o fechamento das fronteiras da França para evitar a fuga dos criminosos. O sistema de metrô de Paris foi fechado e escolas, universidades e edifícios municipais receberam ordens para não abrir no sábado. No entanto, alguns serviços ferroviários e aéreos devem continuar em operação.

"Isso é um horror", disse Hollande, visivelmente abalado, em um discurso à nação em rede de televisão, antes de presidir uma reunião de emergência do gabinete.

Mais tarde, ele foi ao local do ataque mais sangrento, a casa de shows Bataclan, e prometeu que o governo irá travar uma luta "implacável" contra o terrorismo.   Continuação...

 
Polícia protege área perto da casa de shows Bataclan após uma série de tiroteios fatais em Paris, na França, na sexta-feira. 13/11/2015 REUTERS/Christian Hartmann