Estado Islâmico assume responsabilidade por ataques que mataram 127 em Paris

sábado, 14 de novembro de 2015 13:37 BRST
 

Por Ingrid Melander e Marine Pennetier

PARIS (Reuters) - O Estado Islâmico assumiu neste sábado a responsabilidade pelos ataques coordenados de homens com armas de fogo e bombas que mataram 127 pessoas em diversos pontos de Paris, e que o presidente francês, François Hollande, disse que equivaliam a um ato de guerra contra a França.

No pior dos ataques, uma autoridade municipal de Paris afirmou que quatro homens assassinaram a tiros de forma sistemática pelo menos 87 jovens numa apresentação de rock na casa de shows Bataclan, antes de policiais antiterroristas lançarem um ataque ao prédio. Dezenas de sobreviventes foram resgatados, e corpos ainda eram recuperados na manhã deste sábado. 

Cerca de 40 pessoas foram mortas em cinco outros ataques na região de Paris, afirmou a autoridade, incluindo um aparente duplo atentado suicida a bomba do lado de fora do estádio nacional Stade de France, onde Hollande e o ministro do Exterior alemão assistiam a um jogo amistoso internacional de futebol.

Os ataques se deram em um momento em que a França, integrante fundadora da coalizão liderada pelos Estados Unidos que realiza ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, estava em estado de alto alerta para ataques terroristas.

Essa foi a pior ação desse tipo na Europa desde os ataques a bomba aos trens de Madri em 2004, quando 191 pessoas morreram.

Hollande afirmou que as ações haviam sido organizadas no exterior pelos "bárbaros" do Estado Islâmico, com ajuda interna. Fontes próximas à investigação disseram que um passaporte sírio foi encontrado perto do corpo de um dos homens-bomba e que um dos atiradores da casa noturna tinha nacionalidade francesa.

"Diante da guerra, um país precisa tomar a ação apropriada", afirmou Hollande depois de uma reunião de emergência com autoridades de segurança. Ele também anunciou três dias de luto nacional.

Durante visita a Viena, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou que "nós estamos testemunhando a um tipo de fascismo moderno e medieval ao mesmo tempo".    Continuação...