França divulga nome de primeiro atirador e ataques reacendem discussão sobre refugiados

domingo, 15 de novembro de 2015 15:36 BRST
 

PARIS (Reuters) - A polícia francesa interrogou neste domingo parentes de um dos homens-bomba que participaram da carnificina em Paris, no exato momento em que a crise dos refugiados na Europa toma nova dimensão, com os conservadores pedindo o fim dos "dias de imigração sem controle".

O promotor parisiense François Molins confirmou a jornalistas que três células de jihadistas protagonizaram ataques coordenados na sexta-feira à noite em bares, uma casa de shows e estádio de futebol, matando 129 pessoas e ferindo 352, incluindo 99 em estado grave.

O promotor disse que a chacina --assumida pelo Estado Islâmico como forma de se vingar pelas ações militares da França na Síria e no Iraque-- pode ter tido o envolvimento de uma equipe multinacional com braços em Oriente Médio, Bélgica e possivelmente Alemanha, além de contar com raízes na própria França.

Promotores belgas afirmaram que dois dos atiradores eram franceses que viviam em Bruxelas. E também confirmaram a prisão de sete pessoas na capital belga. A polícia fez buscas no sábado em Molenbeek, um bairro pobre, de imigrantes.

Em sinal de que ao menos um atirador pode ter escapado, uma fonte próxima à investigação do caso disse que um carro da marca Seat, possivelmente usado pelos militantes, foi encontrado no bairro de Montreuil, na região de leste de Paris, com três fuzis Kalashnikov dentro.

Um morador local disse a um cinegrafista da Reuters que a polícia havia isolado a área ao redor do Seat por volta da meia-noite, trazendo um carro detonador de explosivos no caso do automóvel conter uma armadilha. O carro foi levado depois que as armas foram removidas.

Um dos atiradores pode ter chegado à Europa junto de refugiados sírios, procurando por abrigo na Sérvia. Com a União Europeia profundamente dividida a respeito da crise migratória, o chefe da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker enfatizou que o atirador não era um refugiado comum, mas sim um criminoso.

Museus e teatros seguem fechados em Paris pelo segundo dia seguido neste domingo, com centenas de soldados e a polícia patrulhando as ruas e as estações de metrô depois que o presidente francês François Hollande declarou estado de emergência.

Sete atiradores, todos utilizando vestes suicidas cheias de explosivos, morreram nos diversos ataques orquestrados. O primeiro deles a ser identificado foi Ismael Omar Mostefai, de 29 anos e residente da cidade de Chartres, à sudoeste de Paris.   Continuação...