Polícia francesa revista casas em busca de suspeitos e avisa que “é só o começo”

segunda-feira, 16 de novembro de 2015 11:24 BRST
 

Por Chine Labbé e Crispian Balmer

PARIS (Reuters) - A polícia invadiu casas de supostos militantes islâmicos em toda a França durante a noite em decorrência dos ataques em Paris, e uma fonte próxima à investigação disse que um cidadão belga que está na Síria é o principal suspeito de ter orquestrado o caos de sexta-feira.

Os promotores disseram que um dos agresores tinha sido registrado no mês passado na Grécia, onde suas impressões digitais foram recolhidas, alimentando especulações de que o Estado Islâmico aproveitou o recente influxo de refugiados que fogem do Oriente Médio para infiltrar militantes na Europa.

Os ataques em Paris, que mataram 129 pessoas, levaram a pedidos de que a União Europeia feche as fronteiras aos requerentes de asilo.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, advertiu que a França poderia ser atingida por nova onda de violência, mas disse que o Estado Islâmico, que assumiu a responsabilidade pelos ataques dizendo se tratar de uma retaliação pelos ataques aéreos franceses no Iraque e na Síria, nunca vencerá.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou a jornalistas nesta segunda-feira que a polícia prendeu 23 pessoas e apreendeu armas, incluindo lança-foguetes, em 168 investidas durante a noite. Outras 104 pessoas foram colocadas sob prisão domiciliar, disse.

"Que isto fique claro para todos, este é apenas o começo, estas ações vão continuar", disse Cazeneuve.

Aviões de guerra franceses atacaram posições do Estado Islâmico no seu reduto sírio de Raqqa, na tarde de domingo – em seu maior bombardeio desde o início das operações, como parte de uma missão liderada pelos Estados Unidos, iniciada em 2014.

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Policial vasculhando veículo suspeito próximo ao restaurante La Carillon, após ataques em Paris.  15/01/2015  REUTERS/Pascal Rossignol