França e Rússia atacam Estado Islâmico na Síria e pedem ajuda da UE

terça-feira, 17 de novembro de 2015 16:07 BRST
 

Por Chine Labbé e Crispian Balmer

PARIS (Reuters) - França e Rússia realizaram ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico no norte da Síria nesta terça-feira, punindo o grupo pelos ataques em Paris e contra um avião de passageiros russo, atos que somados resultaram na morte de 353 pessoas, e deram os primeiros passos em direção a uma possível aliança militar.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos atentados coordenados na capital francesa na última sexta-feira e por ter derrubado a aeronave russa sobre o Sinai no dia 31 de outubro, dizendo se tratar de uma retaliação pelas ofensivas aéreas francesa e russa no Iraque e na Síria.

Ainda se recuperando do massacre parisiense, que deixou 129 mortos, a maioria jovens, a França requisitou formalmente a assistência da União Europeia na luta contra os militantes, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ficou mais inclinado a ampliar a ação militar contra o Estado Islâmico na Síria.

A polícia, que investiga a pior atrocidade em solo francês desde a Segunda Guerra Mundial, descobriu dois esconderijos em Paris onde acredita que os militantes iniciaram seus ataques.

Em Moscou, o Kremlin reconheceu que uma bomba destruiu o avião comercial no mês passado, matando as 224 pessoas a bordo. O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu caçar os responsáveis e intensificar os ataques aéreos contra islâmicos na Síria.

"O trabalho militar de nossa Força Aérea na Síria não deve simplesmente continuar", declarou. "Deve ser intensificado de tal forma que os criminosos entendam que a retaliação é inevitável."

Autoridades ocidentais declararam que a Rússia realizou um "número significativo" de bombardeios na Síria nesta terça-feira, atingindo o bastião do Estado Islâmico na cidade de Raqqa. Em outra ação, aviões de guerra franceses alvejaram Raqqa pelo segundo dia.

Paris e Moscou não estão coordenando suas operações, mas o presidente francês, François Hollande, fez um apelo por uma campanha global contra os radicais após os atentados de Paris.   Continuação...

 
Presidente francês François Hollande faz discurso em conferência da ONU em Paris. 17/11/2015.     REUTERS/Yoan Valat/Pool