Grécia promete abrir novos centros para refugiados até 15 de fevereiro

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016 13:57 BRST
 

ATENAS (Reuters) - A Grécia afirmou nesta segunda-feira que seus centros de registro de imigrantes estarão funcionando até a semana que vem, em um momento em que o país está sendo pressionado por parceiros da União Europeia que ameaçam tirar o país da zona de livre circulação a menos que os gregos façam mais para conter o fluxo de refugiados.

Os ministros do Interior da UE exortaram Atenas a ter mais empenho para controlar o influxo de imigrantes, e alguns deles ameaçaram a exclusão do Espaço Schengen no momento em que a crise divide os membros do bloco.

As autoridades gregas estão tendo dificuldades para administrar a onda crescente de imigrantes que aportam em suas ilhas e simultaneamente procura uma saída para uma de suas piores crises fiscais em décadas.

O ministro da Defesa grego, Panos Kammenos, afirmou que a Grécia irá cumprir o prazo que tem, até meados deste mês, e completar os cinco centros de registro de refugiados nas ilhas mais próximas da Turquia, que são áreas críticas, além de dois centros de redistribuição no continente.

"O Ministério da Defesa assumiu o compromisso de completar os trabalhos nos centros até o dia 15 (de fevereiro)", declarou Kammenos aos repórteres.

A Grécia foi o principal portão de entrada para a Europa de mais de um milhão de refugiados e imigrantes que entraram na UE no ano passado, e vem sendo criticada pelas falhas no controle da leva de recém-chegados, que mostrou poucos sinais de diminuição mesmo durante o inverno local.

Até agora só foi aberto um centro, na ilha de Lesbos, onde muitos dos imigrantes têm chegado de barco. O esquema prevê uma expansão.

Os imigrantes recém-chegados são fotografados e têm suas impressões digitais colhidas nos centros de registro, e depois são sujeitos a um período de tempo durante o qual podem pedir asilo ou serem devolvidos a seus países de origem, como parte das medidas adotadas para gerir a crise imigratória.

(Por Michele Kambas)