Cientistas da Ásia aceleram busca por exame de Zika, mas falta de amostra viva é obstáculo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 13:39 BRST
 

Por Aditya Kalra e Rujun Shen

NOVA DÉLHI/CINGAPURA (Reuters) - Cientistas da Ásia estão correndo para criar exames de detecção do Zika vírus, e a China confirmou seu primeiro caso do vírus nesta quarta-feira, mas falta aos pesquisadores um elemento crucial – uma amostra viva do vírus.

O Zika, possível causador de microcefalia em mais de 4 mil recém-nascidos no Brasil depois de se disseminar por boa parte das Américas, é particularmente preocupante para o sul e o sudeste da Ásia, onde doenças tropicais transmitidas por mosquitos, como a dengue, são uma ameaça constante.

A Índia está trabalhando em um teste de diagnóstico do vírus, já que não existe exame comercialmente disponível no segundo país mais populoso do mundo, mas a inexistência de uma amostra viva do vírus está prejudicando seus esforços.

Uma cepa de 1950 foi encontrada morta e considerada inadequada para pesquisas, disse Soumya Swaminathan, diretora-geral do Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR, na sigla em inglês), entidade estatal que lidera a pesquisa biomédica.

"Queremos uma para nossa pesquisa", afirmou Soumya, referindo-se à amostra viva. "Em um país grande como a Índia, precisamos dela".

A Índia entrou em contato com agências internacionais, entre elas a Organização Mundial de Saúde (OMS), em busca de uma amostra, declarou o conselho.

"Se a conseguirmos, podemos desenvolver um exame e procedimentos de teste dentro de um mês", disse uma autoridade do conselho, que não quis se identificar por não ter autorização de falar à imprensa.

Na abastada cidade-Estado de Cingapura, os cientistas estão trabalhando em um teste de diagnóstico para detectar simultaneamente os vírus da Zika, dengue e chikungunya, que são transmitidos pelo mesmo tipo de mosquito, o Aedes aegypti, e causam sintomas semelhantes.   Continuação...