Vacina contra o Zika se mostra promissora em teste com ratos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 16:27 BRST
 

(Reuters) - As esperanças de se desenvolver uma vacina contra o Zika vírus deram um passo adiante nesta quarta-feira, quando a empresa farmacêutica Inovio Pharmaceuticals disse que uma dose experimental induziu uma reação robusta e duradoura em ratos.

Atualmente, pelo menos 15 empresas e grupos acadêmicos estão empenhados na criação de vacinas contra o Zika, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em função do temor crescente do público diante do vírus, que se propaga pelas Américas.

O Zika, cujos sintomas incluem febre baixa e irritação cutânea, vem sendo ligado a casos de microcefalia – uma má-formação cerebral - em recém-nascidos no Brasil, embora a conexão ainda não tenha sido provada.

Não existe tratamento nem vacina comprovados contra a doença, uma prima próxima dos vírus que causam dengue, chikungunya e febre do Oeste do Nilo.

A Inovio disse em um comunicado que os ratos que receberam sua vacina desenvolveram anticorpos e mostraram reação das células-T, que desempenham um papel importante na imunização do corpo.

"A seguir, iremos testar a vacina em primatas não-humanos e iniciar a fabricação do produto clínico. Planejamos iniciar a Fase I dos testes em humanos de nossa vacina contra o Zika antes do final de 2016", afirmou o executivo-chefe da Inovio, Joseph Kim.

A Fase I é o primeiro estágio de um processo de três etapas de testes de novos medicamentos e envolve o uso de um produto experimental em voluntários saudáveis.

A vacina de DNA da Inovio está sendo desenvolvida com a empresa sul-coreana GeneOne Life Sciences e com colaboradores acadêmicos. Um colaborador canadense disse à Reuters no mês passado que o teste da vacina em humanos pode começar já em agosto.

Entre outras organizações com projetos de vacina do Zika relativamente avançados está a indiana Bharat Biotech, que informou no início de fevereiro que sua vacina experimental está prestes a ser aplicada em testes pré-clínicos com animais.   Continuação...

 
Mosquitos Aedes aegypti em laboratório da AIEA em Seibersdorf.  10/2/2016.    REUTERS/Leonhard Foeger