Rejeição tem leve recuo, mas 79% acham que Dilma não está sabendo lidar com crise

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 15:24 BRT
 

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - A rejeição à presidente Dilma Rousseff teve um pequeno recuo em fevereiro, apesar da avaliação negativa sobre como a presidente tem lidado com a forte recessão econômica e do apoio da maioria da população ao impeachment, mostrou pesquisa CNT/MDA nesta quarta-feira.

O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), apontou que a avaliação ruim/péssima do governo passou para 62,4 por cento, ante 70,0 por cento em outubro. Na outra ponta, agora 11,4 por cento avaliam o governo como ótimo ou bom, ante 8,8 por cento na pesquisa anterior. Os que avaliaram o governo como "regular" somam 25,2 por cento, ante 20,4 em outubro.

Ao mesmo tempo, também houve melhora na avaliação do desempenho pessoal da presidente. Se em outubro do ano passado, 80,7 por cento dos entrevistados desaprovavam Dilma, essa parcela passou a 73,9 por cento em fevereiro. O percentual de aprovação subiu de 15,9 em outubro para 21,8 neste mês.

"Essa questão da melhora dos números, a gente tem que ver em um cenário recente onde ela atingiu números muito negativos (nas pesquisas anteriores), o caminho natural dela é dar um pique positivo para frente", afirmou o diretor-executivo do Instituto MDA, Marcelo Souza.

"Sempre que há um número muito forte negativo, a gente espera um repique positivo", explicou.

Segundo o presidente da CNT, Clésio Andrade, a alteração dos dados é "pequena" e não pode ser considerada uma "melhora", mas uma "variação favorável".

Para ele, a movimentação da presidente Dilma nos últimos dias para combater o Zika vírus, incluindo a assinatura de convênio com os Estados Unidos para a busca de uma vacina contra a doença, pode ter influenciado na variação apresentada nesta quarta-feira.

Ainda assim, 79,3 por cento dos entrevistados consideram que Dilma não está sabendo lidar com a crise econômica, que tem aumentado fortemente o desemprego num ambiente de inflação elevada.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada. 19/02/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino