30 de Março de 2016 / às 12:43 / 2 anos atrás

Rússia aumenta envio de equipamentos à Síria, apesar de anúncio de retirada

MOSCOU (Reuters) - Quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a retirada da maior parte do contingente militar russo da Síria havia a expectativa de que o Yauza, um navio quebra-gelo da Marinha russa e uma das principais embarcações de suprimento da missão, voltaria para casa em seu porto no oceano Ártico.

Presidente russo, Vladimir Putin, durante encontro em Moscou. 23/03/2016 REUTERS/Kirill Kudryavtsev/Pool

Em vez disso, três dias depois da declaração de Putin de 14 de março, o Yauza, parte do “Expresso Sírio”, o apelido dado aos navios que mantiveram as forças russas supridas, saiu do porto russo de Novorossiysk, no mar Negro, rumo a Tartous, a instalação naval da Rússia na Síria.

O que quer que estivesse levando era pesado. O navio estava tão baixo na água que sua linha de carga mal era visível.

Seus movimentos e aqueles de outras embarcações russas nas duas semanas transcorridas desde o anúncio de Putin de uma retirada parcial levam a crer que Moscou na verdade enviou mais equipamentos e suprimentos à Síria do que mandou de volta no mesmo período, segundo uma análise da Reuters.

Não se sabe o que os navios transportavam nem quanto equipamento foi embarcado nos gigantescos aviões de carga que acompanharam os aviões de guerra que voltaram para a Rússia.

Mas sua movimentação –embora somente um retrato parcial– dá a entender que a Rússia está trabalhando intensamente para manter sua infraestrutura militar na Síria e abastecer o Exército sírio para que este possa intensificar suas ações rapidamente em caso de necessidade.

Putin não detalhou o que levaria a tal medida, mas qualquer insinuação de ameaça às bases russas em território sírio ou qualquer sinal de que o presidente sírio, Bashar al-Assad, aliado mais próximo de Moscou no Oriente Médio, esteja em perigo provavelmente desencadearia um retorno russo vigoroso.

A Rússia opera uma base aérea em Hmeymim e uma instalação naval em Tartous. Putin já disse que seu país irá manter ambas e que elas precisarão ser protegidas.

“Já que o principal porto da força de fato continuou ali, não há razão para reduzir o tráfego”, afirmou Mikhail Barabanov, pesquisador sênior do instituto militar Cast, sediado em Moscou. “Os suprimentos para o Exército sírio também continuam significativos”.

A Reuters calculou que cerca de metade da Força Aérea russa baseada na Síria deixou o país nos dias seguintes à revelação pública da retirada parcial.

(Reportagem adicional de Jonathan Saul)

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below