Governo Temer tem 11,3% de avaliação positiva; 62,4% concordam com afastamento de Dilma, diz CNT/MDA

quarta-feira, 8 de junho de 2016 15:10 BRT
 

(Reuters) - O governo do presidente interino Michel Temer é avaliado de forma positiva por 11,3 por cento da população, enquanto 28 por cento avaliam a administração dele de forma negativa, de acordo com pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quarta-feira.

A primeira pesquisa sobre o governo interino que assumiu em maio, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostrou ainda que 30,2 por cento dos entrevistados consideram o governo interino regular e um grande percentual, 30,5 por cento, não soube avaliar o governo do peemedebista.

Sobre o desempenho pessoal de Temer, o MDA apontou que 33,8 o aprovam, enquanto 40,4 por cento desaprovam e 25,8 por cento não souberam responder.

O levantamento apontou também que 62,4 por cento dos entrevistados consideram correta a decisão do Senado de afastar a presidente Dilma Rousseff do cargo, ao passo que 33 por cento acreditam que ela não deveria ter sido afastada. Mostou ainda que 68,2 por cento acreditam que Dilma será cassada ao final do processo de impeachment, enquanto 25,3 por cento acreditam na volta da petista.

Sobre a legitimidade do processo de impedimento de Dilma, a sondagem apontou que 61,5 por cento o consideram legítimo, ao passo que 33,3 por cento o apontam como ilegítimo.

ELEIÇÃO ANTECIPADA

A pesquisa mostrou ainda que 50,3 por cento dos entrevistados são a favor de antecipar para este ano a eleição presidencial de 2018, enquanto 46,1 por cento consideram que o pleito presidencial não deve ser antecipado.

O MDA também questionou os entrevistados sobre a comparação entre os governo Dilma e Temer no quesito corrupção. Para 46,6 por cento dos entrevistados, a corrupção no governo do presidente interino será igual ao que foi na gestão da presidente afastada. Na avaliação de 28,3 por cento será menor e para 18,6 por cento será maior.   Continuação...

 
Presidente interino Michel Temer em evento no Palácio do Planalto, em Brasília. 08/06/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino