Japão entra em alerta para possível lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte

terça-feira, 21 de junho de 2016 10:08 BRT
 

TÓQUIO (Reuters) - O Exército do Japão entrou em alerta por conta de um possível lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte, disse uma fonte do governo nesta terça-feira, e a mídia noticiou que sua Marinha e suas baterias antimísseis Patriot foram instruídas a abater qualquer projétil que seguisse para o território japonês.

A Coreia do Norte parece ter encaminhado um míssil de alcance intermediário para sua costa leste, mas não há sinais de um lançamento iminente, relatou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando uma fonte governamental não revelada.

Um funcionário do Ministério da Defesa da Coreia do Sul não foi capaz de confirmar a reportagem da Yonhap e disse que os militares estão observando as atividades de mísseis de Pyongyang atentamente.

A tensão na região está alta desde que a isolada Coreia do Norte realizou seu quarto teste nuclear em janeiro e em seguida um lançamento de satélite e testes de lançamento de vários mísseis.

O Japão colocou suas forças anti-mísseis balísticos em estado de alerta várias vezes neste ano após detectar sinais de lançamento de mísseis.

A fonte do governo japonês disse que surgiram novos sinais de que os norte-coreanos podem estar preparando o lançamento de um míssil de alcance intermediário Musudan, o mesmo que tentou disparar em maio, o que levou à ordem de deixar os militares de prontidão.

O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano disse que, se o vizinho comunista for adiante com um lançamento, estará violando resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) mais uma vez e desafiando alertas reiterados da comunidade internacional.

"Isso irá isolar ainda mais o Norte da comunidade internacional", afirmou o porta-voz do ministério, Cho June-hyuck, em comunicado.

        

(Por Nobuhiro Kubo e Elaine Lies, em Tóquio, Ju-min Parl, Jee Heub Kahng e James Pearson, em Seul)

 
Soldados japoneses ao lado de unidade antimísseis em Tóquio.   21/06/2016      REUTERS/Issei Kato