Tribunal esportivo rejeita recurso da Rússia contra banimento do atletismo da Rio 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016 08:31 BRT
 

Por Marina Depetris e Jack Stubbs

LAUSANNE, Suíça, (Reuters) - A Corte Arbitral do Esporte (CAS) informou nesta quinta-feira que rejeitou o recurso russo contra o banimento do país das competições de atletismo dos Jogos Rio 2016, que têm início em 5 de agosto.

"A CAS rejeita a reivindicação/apelação do Comitê Olímpico Russo e 68 atletas russos", informou o mais alto tribunal esportivo do mundo em comunicado, gerando uma condenação imediata de Moscou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o princípio de responsabilidade coletiva não é aceitaval, e a bicampeã olímpica do salto com vara Yelena Isinbayeva afirmou que o veredicto da CAS representa "o funeral do atletismo".

A equipe de atletismo russa foi banida de competições internacionais em novembro após uma comissão independente montada pela Agência Mundial Antidoping (Wada) descobrir um esquema de amplo uso de doping patrocinado pelo Estado dentro do atletismo russo.

O banimento foi imposto pela IAAF, órgão global que comanda o atletismo, e reafirmado no mês passado pela mesma entidade, que disse ainda haver problemas consideráveis de doping na Rússia.

A apelação foi enviada pelo Comitê Olímpico Russo e por 68 atletas russos que dizem estar sendo punidos apesar de não terem falhado em exames antidopings, e que deveriam ter a chance de competir na Rio 2016.

Na segunda-feira, outro relatório da Wada revelou evidências de uso sistemático de doping entre competidores russo antes e durante a Olimpíada de Inverno de Sochi, em 2014,

Isto fez com que o COI considerasse banir a Rússia como um tudo da Rio 2016. A decisão final do comitê deve ser divulgada na próxima semana e a decisão do CAS será levada em consideração.

A questão gerou uma crise no mundo esportivo, e o presidente russo, Vladirmir Putin, falou sobre o risco de uma ruptura no movimento olímpico.

 
Funcionário segurando amostra de sangue em laboratório antidoping em Moscou.   14/05/2016       REUTERS/Sergei Karpukhin