Goldman Sachs lidera 2a rodada de injeção de recursos em start brasileira CargoX

quinta-feira, 21 de julho de 2016 08:10 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O banco norte-americano Goldman Sachs liderou uma segunda rodada de injeção de recurso na empresa brasileira de tecnologia para transporte de carga CargoX, no valor de 35 milhões de reais, anunciou a companhia iniciante nesta quarta-feira.

A nova injeção de recursos levou o total arrecadado pela empresa junto aos investidores para 49 milhões de reais.

A segunda rodada de capitalização da CargoX teve ainda participação do fundo de investimentos Valor Capital Group e dos investidores existentes, Oscar Salazar (co-fundador do Uber), Hans Hickler (ex-presidente da transportadora DHL Express), Agility Logistics e Lumia Capital.

A CargoX se define como transportadora de carga sem frota de veículos própria. O sistema da companhia conecta empresas que precisam transportar cargas a cerca de 150 mil motoristas autônomos cadastrados.

A companhia foi lançada em março e atualmente atende todas as regiões do Brasil. A força de trabalho de 50 funcionários deve crescer nos próximos dois meses para entre 150 e 170 posições. A expectativa da companhia é faturar no primeiro ano de atuação cerca de 50 milhões de reais.

"Um transportador normal gera capacidade ociosa automaticamente quando aceita transportar uma carga porque o caminhão vai voltar vazio", disse o presidente-executivo da CargoX, o argentino Federico Vega, ex vice-presidente do JPMorgan na Inglaterra.

"O que fazemos é ajudar o caminhoneiro ou a transportadora a não voltarem com o caminhão vazio", disse o executivo, acrescentando que caminhões no Brasil passam em média 40 por cento do tempo rodando vazios.

A expectativa da companhia é atingir o equilíbrio financeiro no fim de 2017, quando pretende fazer uma nova rodada de captação de recursos, disse Vega. A maior parte dos recursos aplicados pela empresa está indo para financiamento das cargas e capital humano.

O modelo de negócios da CargoX se assemelha ao da empresa de aluguel de quartos para temporada Airbnb, com o dono da carga pagando frete combinado com a empresa, que depois repassa o pagamento ao transportador, cobrando uma comissão de 5 a 15 por cento sobre o valor do frete, disse Vega.   Continuação...