Ginástica masculina comemora salto em número de medalhas e diz ter virado referência

terça-feira, 16 de agosto de 2016 16:48 BRT
 

Por Tatiana Ramil

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A ginástica artística masculina do Brasil deu um salto de uma única medalha olímpica na história para quatro após subir três vezes ao pódio nos Jogos Rio 2016, como resultado de um trabalho de longo prazo que levou a modalidade de aprendiz a ser uma referência, de acordo com os técnicos da equipe.

Entre as medidas apontadas como fatores importantes para o desenvolvimento da modalidade estão treinos que simulam competições e o fortalecimento dos clubes para formação e treinamento de ginastas.

"Não é um trabalho de hoje. Ginástica é longo prazo. O investimento maior que foi feito é os clubes conseguirem manter seus atletas", disse Marcos Goto, técnico de Zanetti e que faz parte da equipe brasileira.

"Nós esperamos que a confederação dê continuidade no fortalecimento dos clubes, porque nossos atletas não saem de centros de treinamento, saem de clubes."

Zanetti ganhou na segunda-feira sua segunda medalha olímpica na prova das argolas, uma prata, depois de ter inaugurado em Londres 2012 a lista de medalhas da ginástica brasileira, com um ouro.

As outras duas medalhas no Rio foram conquistadas no solo, a prata de Diego Hypólito e o bronze de Arthur Nory.

Uma das estratégias para fortalecer a equipe foi acirrar a disputa por uma vaga dentro da seleção, de acordo com o treinador-chefe da equipe, Renato Araújo.

"Foi uma pressão muito grande que eles sofreram nos últimos anos com avaliações, mas isso foi bom, porque eu queria essa pressão dentro do treino, para que não fosse tão diferente da competição", disse.   Continuação...

 
Ginastas Arthur Mariano e Diego Hypólito. 14/08/2016  REUTERS/Mike Blake