Obama se une a líderes mundiais para criar santuários marinhos

quinta-feira, 15 de setembro de 2016 15:31 BRT
 

Por Ayesha Rascoe e Lesley Wroughton

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos se juntaram nesta quinta-feira a mais de 20 países para a criação de 40 novos santuários marinhos em todo o mundo para proteger os oceanos da ameaça da mudança climática e da poluição.     

Os santuários, revelados em uma conferência de alto nível em Washington, limitam a pesca comercial, a prospecção de petróleo e gás e outras atividades humanas que afetam os ecossistemas oceânicos.

    Ao todo, os países presentes à conferência dos oceanos irão anunciar novos santuários cobrindo quase 1,19 milhão de quilômetros quadrados de oceano, uma área do tamanho aproximado da África do Sul.

    O presidente dos EUA, Barack Obama, designou a primeira reserva marítima de seu país no Oceano Atlântico: 12.724 quilômetros quadrados conhecidos por suas montanhas submarinas e seus cânions na costa da Nova Inglaterra.

    Obama, que lembrou que pegava 'jacaré' no Pacífico quando era menino no Havaí, classificou os compromissos como uma "primeira parcela muito boa", mas disse que uma ação internacional mais ousada é necessária."A ideia de que o oceano com o qual cresci não é algo que posso transmitir às minhas filhas e netos é inaceitável, é inimaginável", disse Obama na conferência.

No mês passado, o líder norte-americano ampliou uma reserva imensa na costa do Havaí – a maior área protegida desse tipo no mundo – enquanto trabalha para cimentar seu legado ambiental antes de terminar seu segundo mandato em janeiro.

Ele viajou para o remoto Atol Midway, situado na reserva, e disse à conferência como foi mergulhar entre corais púrpura e laranja enquanto focas-monge, que estão ameaçadas de extinção, tomavam banho de sol nas pedras próximas.

    "Eu vi. Estava bem ali, prova do poder incrível da natureza de se refazer, se não estivermos tentando acabar com ela de forma persistente", disse Obama.

 
Obama fala em conferência sobre oceano em Washington. 15/9/2016. REUTERS/Kevin Lamarque