Proteção da biodiversidade amazônica pode alimentar 4ª revolução industrial, diz estudo

sexta-feira, 16 de setembro de 2016 20:46 BRT
 

Por Chris Arsenault

RIO DE JANEIRO (Thomson Reuters Foundation) - A floresta amazônica guarda as chaves biológicas para iniciar uma quarta revolução industrial se a sua biodiversidade for protegida, afirmou um estudo publicado nesta sexta-feira.

Novas tecnologias digitais como impressão 3D e computação quântica criam o potencial para que as plantas únicas da Amazônia conduzam a avanços importantes na medicina e na engenharia, afirmou um estudo de cientistas brasileiros.

“Promovendo os vastos bens da biodiversidade e da biomimética da Amazônia podemos aspirar desenvolver inovações revolucionárias em campos diversos”, afirmou Juan Carlos Castilla-Rubio, um dos autores do estudo e presidente da Space Time Ventures, uma empresa de tecnologia brasileira.

"Por exemplo, uma duradora espuma produzida por uma espécie de sapo tem inspirado a criação de novas tecnologias para capturar dióxido de carbono da atmosfera.”

Plantas amazônicas também poderiam levar a descobertas em relação a antissépticos, cremes contra rugas, remédios ginecológicos e drogas anti-inflamatórias, se elas forem combinadas com novas tecnologias, afirmou o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

O desmatamento e as mudanças climáticas estão ameaçando tornar a maior floresta tropical do mundo numa savana seca, destruindo o potencial biológico, declarou o estudo.

Se mais de 40 por cento da floresta for arrancada, o processo resultante de savanização poderia se tornar irreversível, segundo o estudo.

Atualmente cerca de 20 por cento da floresta da bacia amazônica foi cortada, afirmou Catilla-Rubio.   Continuação...

 
Região da floresta amazônica em Roraim.  17/4/2016.  REUTERS/Bruno Kelly