Êxito eleitoral em São Paulo e Minas fortaleceria Alckmin e Aécio, com risco de racha tucano em 2018

sexta-feira, 30 de setembro de 2016 14:50 BRT
 

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O resultado do PSDB nas eleições em São Paulo e Minas Gerais vai reforçar os nomes do governador paulista, Geraldo Alckmin, e do senador mineiro Aécio Neves na disputa pela indicação tucana à eleição presidencial de 2018, com riscos de o embate gerar um racha no partido.

As duas lideranças têm aliados favoritos para vencer as prefeituras de São Paulo e de Belo Horizonte, o que já seria suficiente para credenciá-las a pretendentes à candidatura presidencial. O desempenho do partido em cidades mineiras e paulistas com mais de 200 mil eleitores também ajuda.

Embora as prováveis vitórias em São Paulo e Belo Horizonte sejam motivo de comemoração para o partido, a presença de dois postulantes fortes para 2018 pode se provar um problema para o PSDB.

"O que eu acho possível é que, qualquer que seja a definição (do candidato tucano em 2018), dessa vez haja um racha dentro do PSDB. Como 2018 é uma eleição que está muito aberta, quem for preterido na escolha pode se animar a tentar sair candidato por outro partido", avalia o analista político Ricardo Ribeiro, da MCM Consultores Associados.

Candidato derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, Alckmin foi o que se movimentou mais ostensivamente nesta eleição. O apoio dele ao empresário João Doria na disputa interna que definiu o candidato tucano em São Paulo provocou críticas de lideranças históricas da legenda.

A aposta de Alckmin, no entanto, parece ter sido correta, já que Doria passou pela prévia, lidera as pesquisas e as simulações de segundo turno sinalizam que ele vencerá a eleição.

"Essa eleição para nós, para Geraldo, é uma prévia para 2018", afirma, sem rodeios, o presidente do diretório paulista do PSDB, o deputado estadual Pedro Tobias.

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Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (E) e senador Aécio Neves (D) durante evento de campanha em 2014
01/10/2014 REUTERS/Paulo Whitaker