Cuba protela como pode plano para atrair investimento estrangeiro

terça-feira, 15 de maio de 2012 16:58 BRT
 

Por Marc Frank

HAVANA, 15 Mai (Reuters) - Os planos de reforma do governo cubano para atrair mais investimentos estrangeiros andam a passos de tartaruga, com o governo mais preocupado em regulamentar as joint ventures estrangeiras já existentes do que em estimular novas, disseram diplomatas e empresários.

Na verdade, Cuba mais fechou do que abriu joint ventures desde que o Partido Comunista (no governo) implementou uma ampla reforma econômica há um ano e está longe do pico alcançado nos anos 1990, de acordo com relatórios oficiais.

A lista das joint ventures já encerradas ou sob risco de fechar inclui a gigante anglo-holandesa Unilever PLC, e uma série de outras que operam no país há 15 anos ou mais.

O plano de reforma no investimento anunciado por Cuba no ano passado falava de maneira positiva sobre o investimento estrangeiro, prometia uma revisão no enfadonho processo de aprovação e declarava que se planejavam projetos para zonas econômicas especiais, joint ventures para a construção de campos de golfe, marinas e novas indústrias.

A maioria dos especialistas acredita que um grande fluxo de investimento direto será necessário para o desenvolvimento e a criação de empregos, caso o governo prossiga com os planos de demitir até um milhão de trabalhadores na tentativa de tirar o país do declínio econômico.

Isso será especialmente importante em face da saúde precária do presidente venezuelano e aliado Hugo Chávez, que tem promovido uma cooperação estreita entre Cuba e a Venezuela, país rico em petróleo.

Embora o plano de reforma tenha alimentado esperança de uma abertura ao capital estrangeiro, ele também deixou claro que os investimentos existentes e os futuros serão objeto de "controles rigorosos" com relação a "regulamentações e procedimentos, assim como aos compromissos assumidos por parceiros estrangeiros".

Essa parte do programa tem sido cumprida com vigor, de acordo com empresas e fontes cubanas. Recentemente, foi concluída uma revisão dos cerca de 240 projetos com investimento externo.

Esse número é menor do que os 258 projetos relatados pelo ministro do Investimento e do Comércio Exterior, Rodrigo Malmierca, no fim de 2009 e está bem abaixo dos 700 existentes em Cuba há uma década.