Para Pimentel, alta do dólar é "preocupante" para importações

terça-feira, 22 de maio de 2012 17:14 BRT
 

BRASÍLIA, 22 Mai (Reuters) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta terça-feira que a recente alta do dólar é "preocupante" para as importações.

"Eu acho bom para as exportações, mas para quem importa é preocupante", disse Pimentel a jornalistas.

O ministro afirmou ainda que o governo apoiará a indústria de veículos automotivos caso queira alterar os planos e começar a produzir no Brasil para exportar, agora que o dólar está mais favorável. A moeda norte-americana era negociada nesta terça-feira a 2,0439 reais, queda de 0,12 por cento, depois de alcançar 2,0644 reais na máxima mais cedo.

"Com o dólar nesse novo patamar, muda um pouco a programação das indústrias (automotivas). E começa a ser atraente de novo exportar carros porque com a crise internacional o mercado mundial se retraiu muito", afirmou.

Segundo Pimentel, a ampliação das exportações de carros foi citada "rapidamente" durante as negociações com o setor industrial sobre as medidas anunciadas na segunda-feira, com incentivos aos setores automotivo e de bens de capital, além do consumo em geral.

Pimentel voltou a afirmar que o governo vai revisar a previsão de crescimento que hoje está em 4,5 por cento, e sustentou que o governo vai mirar num crescimento acima da média mundial "para o Brasil se aproximar das grandes economias desenvolvidas".

Ele voltou a defender as medidas de proteção contra produtos importados para garantir que o mercado interno seja o motor do crescimento econômico do país. "Se a gente não proteger, os produtos importados ocupam espaço onde nós não somos competitivos", disse.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Tiago Pariz)

 
Um brasileiro troca reais por dólares numa casa de câmbio no centro do Rio de Janeiro, 4 de agosto de 2003. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta terça-feira que a recente alta do dólar é "preocupante" para as importações. REUTERS/Bruno Domingos