UE pede que Grécia fique no euro mas se prepara para eventual saída

quarta-feira, 23 de maio de 2012 22:05 BRT
 

Por Claire Davenport e Luke Baker

BRUXELAS, 23 Mai (Reuters) - Líderes da União Europeia, aconselhados por assessores a preparar planos de contingência em caso de a Grécia decidir abandonar a zona do euro, instaram o país a manter os planos de austeridade e completar as reformas exigidas pelo programa de resgate internacional.

Depois de quase seis horas de diálogo durante um jantar informal, líderes disseram que estavam comprometidos com a permanência da Grécia na zona do euro, mas que o país tem de manter a sua parte no acordo, um compromisso que custará caro para os gregos.

"Queremos que a Grécia fique na zona do euro, mas insistimos que a Grécia se apegue aos compromissos acordados", disse a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a jornalistas, depois de uma reunião informal de líderes da União Europeia em Bruxelas, na Bélgica.

Três autoridades disseram à Reuters que as instruções para ter um plano na manga se a Grécia deixar o euro já foi acordado na segunda-feira durante uma teleconferência do Grupo de Trabalho do Eurogrupo, formado por especialistas que trabalham para os ministros das Finanças da zona do euro.

O ministro das Finanças grego negou que havia tal acordo, mas o ministro belga, Steven Vanackere, disse: "Todos os planos de contingência (para a Grécia) voltam para a mesma coisa: ser responsável como um governo é para prever até mesmo o que você espera evitar."

Um documento visto pela Reuters detalhou os custos potenciais para Estados membros individuais com uma eventual saída da Grécia e indicou que se isso acontecer, um "divórcio amigável" deve ser buscado com a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em sua primeira cúpula da UE, o presidente da França, François Hollande, propôs a emissão de eurobônus como uma próxima medida de integração econômica na União Europeia, apesar da consistente oposição alemã à ideia. "Eu não estava sozinho na defesa dos eurobônus", disse.

A chanceler alemã, Angela Merkel, não mostrou sinais de que retirará suas objeções à proposta que, segundo ela, poderá apenas ser discutida quando houver mais união fiscal na Europa.   Continuação...