Mudança climática pode ser mais rápida, diz estudo chinês

domingo, 10 de junho de 2012 16:37 BRT
 

Por David Fogarty e David Stanway

CINGAPURA/PEQUIM (Reuters) - As emissões de carbono da China podem ser quase 20 por cento maiores que o previsto anteriormente, mostrou neste domingo uma nova análise de dados oficiais do país que sugere que o ritmo da mudança climática global pode ser ainda mais rápido que o estimado atualmente.

A China já ultrapassou os Estados Unidos como o maior gerador de gases do efeito estufa, respondendo por cerca de um quarto da produção mundial de carbono que, segundo os cientistas, está elevando a temperatura do planeta e provocando mais situações climáticas extremas.

Mas estabelecer claramente um total para as emissões da China tem sido um desafio há muito tempo por causa de dúvidas a respeito da qualidade das informações oficiais do país sobre uso de energia.

Essa é a informação usada para computar como o clima do planeta vai mudar, ajudando no planejamento para enfrentar situações extremas de seca, enchentes e o impacto na produção agrícola.

"O fato triste é que os dados sobre energia e emissões da China como informação primária para os modelos vão acrescentar uma dose extra de incerteza em simulações para prever a mudança climática futura", disseram os autores do estudo na publicação Nature Climate Change.

O time de cientistas da China, Grã-Bretanha e Estados Unidos, liderado por Dabo Guan, da Universidade de Leeds, estudou dois grupos de informação sobre energia do Departamento Nacional de Estatística da China. Um grupo apresentou o uso de energia para o país, o outro, para suas províncias.

Eles compilaram os estoques de emissão de dióxido de carbono para a China e suas 30 províncias no período de 1997 a 2010 e encontraram uma grande diferença entre os dois grupos de informação.

"MAIS INCERTEZA QUE NUNCA"   Continuação...