Oil World estima queda nos estoques de soja dos Estados Unidos

terça-feira, 19 de junho de 2012 15:59 BRT
 

HAMBURGO, 19 Jun (Reuters) - A forte demanda por exportação poderá reduzir fortemente os estoques de soja dos Estados Unidos até agosto, enquanto os estoques sul-americanos já estão sendo rebaixados, disseram analistas da Oil World, baseada em Hamburgo, nesta terça-feira.

A consultoria reduziu sua previsão para os estoques de soja dos EUA em 31 de agosto para 4,2 milhões de toneladas, ante 4,6 milhões de toneladas estimadas em maio, e também abaixo das 5,85 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

"A demanda global está agora cada vez mais se voltando para os Estados Unidos, reduzindo os estoques norte-americanos a níveis mínimos ao final de agosto de 2012", disse a Oil World. "O grande aumento nas exportações dos EUA de soja e farelo pode se tornar um pesadelo logístico nos próximos 6 a 7 meses."

A consultoria alemã prevê que as exportações de soja aumentem quase 40 por cento nos próximos meses, uma vez que a demanda global se volta para os EUA após baixas safras da oleaginosa no Brasil e na Argentina.

"Ofertas consideravelmente menores na América do Sul e exigências de importação globais maiores que o esperado elevaram a demanda por soja e produtos dos EUA em maio", disse a Oil World. "Essa tendência vai se acelerar de junho em diante, resultando em aumentos significativos nas vendas de soja dos EUA em relação ao ano anterior."

Enquanto isso, os estoques da oleaginosa na América do Sul também estão se rebaixando, disse.

A baixa safra sul-americana deste ano, junto com a forte demanda por exportação, reduziu fortemente os estoques da commodity, disse a Oil World.

Os estoques em 1o de junho nos 5 principais exportadores regionais, Argentina, Brasil, Paraguai, Bolívia e Uruguai caíram para 72,36 milhões de toneladas, ante 96,09 milhões em 1o de junho de 2011, segundo estimativas da consultoria. As compras chinesas recordes contribuíram para a queda, disse.

Os estoques de soja da Argentina em 1o de junho recuaram para 31,34 milhões de toneladas, contra 40,32 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior. Já os estoques do Brasil caíram para 36,72 milhões de toneladas, ante 48,90 milhões, disse a Oil World.

(Reportagem de Michael Hogan)