Franco expõe ao Congresso plano de governo do Paraguai

quarta-feira, 27 de junho de 2012 18:43 BRT
 

Por Daniela Desantis e Didier Cristaldo

ASSUNÇÃO, 27 Jun (Reuters) - O presidente paraguaio, Federico Franco, apresentou nesta quarta-feira seu plano de governo ao Congresso em busca de apoio financeiro para os próximos 14 meses de gestão, após assumir o poder no lugar do destituído Fernando Lugo, com o Paraguai isolado diplomaticamente pelos vizinhos.

Franco, um médico liberal que foi eleito como vice-presidente há quatro anos, assumiu a Presidência após o rápido processo de impeachment de Lugo por mau desempenho de suas funções na sexta-feira.

Vários governos da região se recusaram a reconhecer o novo presidente porque consideram que Lugo não teve garantias suficientes em seu julgamento político no Congresso, que lhe deus apenas duas horas para a sua defesa.

Franco visitou líderes militares na sua qualidade de comandante-em-chefe das Forças Armadas e ordenou mudanças no comando do Exército, da Marinha e no Regimento da Escolta Presidencial.

Também se reuniu com autoridades da Câmara dos Deputados e do Senado junto à sua recém nomeada equipe econômica.

Em discurso sereno e amigável com o mercado, ele pediu a aprovação de créditos de organismos internacionais para 480 milhões de dólares considerados vitais para financiar o orçamento de 2012 e estimular a economia, que neste ano deve se contrair 1,5 por cento, segundo dados oficiais.

Além disso, pediu aos parlamentares apoio para a instalação de uma fábrica de alumínio da multinacional Rio Tinto Alcan com um investimento de 3,5 bilhões de dólares e anunciou a negociação de uma dívida com bancos europeus para liberar as reservas internacionais do país de eventuais embargos.

O novo presidente também solicitou que o orçamento de 2013 não contenha aumentos nos gastos correntes e que se complete o quórum no Banco Central com a nomeação de dois diretores cujos cargos estão vazios.   Continuação...

 
O recém-nomeado presidente paraguaio, Federico Franco (centro), senta-se entre o presidente da Câmara, Victor Bogado (esquerda), e o presidente do Senado, Jorge Oviedo Mato (direita), enquanto sua esposa e parlamentar, Emilia Alfaro (direita, frente), fala com colegas durante uma reunião no Congresso em Assunção. 27/06/2012 REUTERS/Marcos Brindicci