Fifa negociará bebida com cidades da Copa:"Não é o fim do mundo"

quinta-feira, 28 de junho de 2012 18:10 BRT
 

BRASÍLIA, 28 Jun (Reuters) - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse nesta quinta-feira que a entidade irá negociar com as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 questões relativas à venda de bebidas alcoólicas nos estádios e afirmou que a situação "não é o fim do mundo".

Em junho, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei Geral da Copa, suprimindo apenas trecho do Estatuto do Torcedor que proibia a venda e o consumo de bebidas alcóolicas dos estádios.

Com isso, Estados que têm legislações próprias proibindo a venda de álcool terão que suspender suas leis para atender à Fifa, que exige a venda de bebidas nas arenas por ter uma cervejaria entre seus patrocinadores.

"A lei tem coisas que não são exatamente como nós esperávamos, mas sabemos ao menos o que nós temos que fazer, e o que temos que fazer em relação ao álcool", afirmou Valcke a jornalistas.

"O que temos que fazer é negociar cidade por cidade, com as 12 cidades, e isso é o que iremos fazer. Não é o fim do mundo", disse.

Dos 12 Estados que receberão jogos do Mundial, quatro têm legislações que vetam a venda de bebida. Mas, uma vez que os governos estaduais já firmaram acordos prévios com a Fifa acatando a necessidade de se vender cerveja nas arenas para serem escolhidas como sedes, a federação internacional não deve encontrar problema em conseguir essa liberação.

Dilma vetou ainda o parágrafo na Lei Geral da Copa que suspendia legislações estaduais e municipais sobre descontos em eventos esportivos, sob alegação de "violação ao pacto federativo", o que também forçará a Fifa a negociar com Estados a concessão do benefício.

O dirigente reuniu-se com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin, e os membros do COL Bebeto e Ronaldo.

"NÃO" A UM CHUTE NO TRASEIRO   Continuação...

 
O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, reage durante uma entrevista coletiva em Brasília. 28/06/2012 REUTERS/Ueslei Marcelino