Petrolífera chinesa CNOOC oferece US$15 bi por Nexen

segunda-feira, 23 de julho de 2012 17:03 BRT
 

HONG KONG, 23 Jul (Reuters) - A estatal chinesa de petróleo CNOOC fez nesta segunda-feira a maior proposta já realizada no país para a aquisição de uma empresa estrangeira, ao assinar acordo de compra da canadense Nexen por cerca de 15,1 bilhões de dólares.

A proposta força Ottawa a se decidir se preocupações com a segurança nacional superam o desejo de investimentos estrangeiros seus recursos energéticos do Canadá.

A CNOOC, terceira maior empresa de petróleo da China, espera oferecer um acordo aos acionistas e ao governo propondo um prêmio de 61 por cento sobre o preço das ações da Nexen na sexta-feira. A petrolífera chinesa compromete-se a manter todos os funcionários e a fazer do Canadá a base para suas operações no hemisfério ocidental.

A CNOOC está oferecendo 27,50 dólares em dinheiro por ação da Nexen, que tem operações de petróleo na província canadense de Alberta, gás de xisto na Columbia Britânica e extensivas operações de exploração e produção no Mar do Norte, Golfo do México e no mar Oeste da África.

A proposta é a mais ambiciosa incursão de uma empresa da China sobre o mercado norte-americano de energia, depois que uma tentativa em 2005 de compra da Unocal, dos EUA, por 18,5 bilhões de dólares, foi frustrada por uma reação política nos Estados Unidos.

"Para o Canadá, este acordo prevê uma fonte estável de investimento para os muitos projetos que a Nexen opera, o que inclui a exploração de betume em Alberta", disse o presidente-executivo da CNOOC, Li Fanrong, em uma teleconferência.

"Como pretendemos ser uma empresa local ao mesmo tempo que global, temos também a intenção listar a CNOOC Ltd na Bolsa de Toronto", disse ele.

A CNOOC tem reservas para apenas nove anos, com base em sua produção atual - uma das mais baixas proporções entre as grandes companhias de petróleo em todo o mundo - e disse que o acordo aumentaria suas reservas provadas em 30 por cento.

"A CNOOC tem buscado aquisições no exterior, já que as reservas domésticas são limitadas. Mas tem havido muitos empecilhos, coisas como as empresas estrangeiras (sendo) relutantes em vender, preço muito alto. Este acordo é um sucesso", disse Yan Shi, um analista da corretora UOB Kay Hian, em Xangai.   Continuação...