Auxílio-desemprego nos EUA cai além das expectativas

quinta-feira, 26 de julho de 2012 10:28 BRT
 

WASHINGTON, 26 Jul (Reuters) - O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu para próximo do menor nível em quatro anos, um sinal esperançoso para o mercado de trabalho do país, que tem mostrado sinais de fraqueza.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 35 mil para 353 mil, segundo dados ajustados sazonalmente, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho.

Essa queda foi muito mais acentuado do que o esperado por economistas, que estimavam 380 mil pedidos. O número da semana anterior teve ligeira revisão para cima.

A leitura de pedidos de auxílio-desemprego tem sido volátil este mês por causa do momento do fechamento anual de fábricas automobilísticas para reequipamento. A leitura havia atingido o menor nível em quatro anos na semana de 7 de julho, com 352 mil. Uma medida que tenta diminuir essa volatilidade, a média móvel de quatro semanas para novos pedidos, caiu em 8.750 para 367.250.

Este ano, fábricas de automóveis estão fazendo menos fechamentos temporários das fábricas, descartando o modelo que o departamento usa para aliviar os padrões tipicamente sazonais nos dados.

Uma autoridade do Departamento do Trabalho afirmou que eles ainda estão vivenciando uma volatilidade relacionada às demissões no setor automotivo que normalmente acontecem nesta época do ano. Caso contrário, os dados teriam variações menores. Apenas números para o Estado de Utah foram estimados.

O mercado de trabalho sofreu três meses de crescimento de emprego abaixo de 100 mil, ao passo que a economia desacelera em meio a incertezas provocadas por temores de uma forte contração na política fiscal e problemas de dívida na Europa.

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse a parlamentares na semana passada que o banco central dos Estados Unidos, que no mês passado aumentou os esforços para impulsionar a economia, tomará mais ações se as autoridades concluírem que não está havendo progresso em relação aos níveis de emprego.

O número de pessoas que ainda estão recebendo o benefício sob programas regulares dos Estados após a primeira semana de ajuda caiu em 30 mil para 3,287 milhões na semana encerrada em 14 de julho.

(Reportagem de Jason Lange)