3 de Agosto de 2012 / às 13:18 / em 5 anos

Emprego cresce nos EUA, mas taxa de desemprego sobe para 8,3%

Por Lucia Mutikani

Mulher preenche formulário de empresa de joias e pedras preciosas em feira de joias, em Nova York. Foram criados 163 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, informou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. 30/07/2012 REUTERS/Shannon Stapleton

WASHINGTON, 3 Ago (Reuters) - Os empregadores norte-americanos contrataram a maior quantidade de funcionários em cinco meses em julho, mas o aumento na taxa de desemprego para 8,3 por cento irá, provavelmente, manter intactas as expectativas de estímulo monetário adicional do Federal Reserve, o banco central do país.

Foram criados 163 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, informou nesta sexta-feira o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, superando as expectativas dos economistas de ganho de 100 mil vagas.

O relatório foi manchado, no entanto, pelo aumento da taxa de desemprego ante 8,2 por cento em junho, mesmo que mais pessoas tenham desistido de procurar emprego.

Além disso, os dados de emprego de maio e junho foram revisados para mostrar 6 mil postos de trabalho a menos do que o previamente reportado.

O relatório, observado de perto, vem dois dias depois que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, enviou um forte sinal de que uma nova rodada de estímulo pode estar a caminho se a recuperação econômica do país não ganhar força.

Muitos economistas esperam que o Fed irá lançar uma terceira rodada de compra de títulos, possivelmente na próxima reunião em 12 e 13 de setembro.

Isso aconteceria apesar da aproximação das eleições presidenciais e do Congresso em novembro, o que poderia deixar o banco central exposto a críticas dos Republicanos, que fizeram da fraca economia o ponto centrar de sua campanha.

O Fed tem mantido as taxas de juros perto de zero por quase quatro anos e injetou cerca de 2,3 trilhões de dólares na economia.

Na reunião de setembro do Fed, autoridades também terão tido a chance de ver o relatório de emprego de agosto.

O mercado de trabalho desacelerou acentuadamente depois de fortes ganhos no inverno (do hemisfério norte), mostrando-se um problema para o presidente Barack Obama.

A taxa de desemprego está presa acima de 8 por cento por mais de três anos, o maior período desde a Grande Depressão.

Temores de cortes de gastos governamentais profundos e aumento de impostos que vão começar no início de 2013 e preocupações de que a crise da dívida pode piorar dissuadiram empregadores de fazer contratações, de acordo com economistas.

Economistas dizem ainda que o maior fator pesando sobre o sentimento é o medo que os políticos em Washington não conseguirão evitar o chamado “abismo fiscal” na virada do ano.

DESTRUIÇÃO LIMITADA DE EMPREGOS

“Nós não estamos vendo demissões em larga escala, portanto a destruição de empregos está bastante limitada”, afirmou o economista-chefe do James & Associates em St Petersburg, Flórida, Scott Brown.

“O problema tem sido a falta de contratações e nós acreditamos que a incerteza acerca das eleições, o abismo fiscal e a Europa possam conter o ritmo de contratação, assim como os gastos de capital”, disse Brown antes da divulgação do relatório.

O setor privado foi responsável mais uma vez por todos os ganhos de emprego, criando 172 mil postos de trabalho.

O emprego no setor público caiu em 9 mil, ao passo que governos locais demitiram professores.

O emprego no setor de construção recuou em 1 mil, apesar de aumentos na construção de moradias. No setor manufatureiro, foram criadas 25 mil vagas, amplamente por causa das menores demissões no setor automotivo, à medida que os fabricantes mantiveram as linhas de produção funcionando durante o mês.

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